Kirkuk mergulhada no terror com ataque em massa do Estado Islâmico

Kirkuk, Iraque, 21 Out 2016 (AFP) - O dia amanhecia na cidade iraquiana de Kirkuk quando Haider Abdelhussein, um professor de 35 anos, começou a ouvir disparos. Ao abrir a porta de sua casa, viu a rua tomada de militantes extremistas fortemente armados.

Em apenas alguns minutos, vários grupos de combatentes do Estado Islâmico (EI) transformaram a cidade situada a 250 km de Bagdá em uma praça de guerra.

Os habitantes se viram surpreendidos por um ataque coordenado, com táticas de guerrilha urbana, um dos mais espetaculares cometidos pelo EI nos últimos anos.

Apesar de ter conquistado extensos territórios iraquianos, a organização extremista não havia conquistado Kirkuk, uma cidade controlada pelos curdos do Iraque.

No entanto, nesta sexta, um correspondente da AFP viu nove jihadistas patrulhando a cidade no telhado de sua casa, armados com granadas e fuzis.

O ataque acontece cinco dias depois que as forças iraquianas lançaram uma ampla ofensiva para expulsar o EI de Mossul, segunda cidade do Iraque e último grande reduto do grupo ultrarradical.

Ao menos 5 camicases se imolaram contra prédios governamentais de Kirk.

A central policiais foi um dos alvos principais, mas os jihadistas também atacaram os postos de controle e as patrulhas.

Um jihadista foi mortos antes de conseguisse detonar seu cinturão e outros se explodiram a serem cercados pelas forças de ordem.

Alguns entraram na mesquita de Al Mohammadi e começaram a lançar lemas do EI pelos altos-falantes que geralmente os muecins leem a oração diária.

Em vários lugares da cidade, nas quais as autoridades decletaram imediatamente um toque de recolher, explodiram combates entre jihadistas e as forças curdas.

- Assustados -Posicionados sobre os telhados com fuzis de assalto, membros das forças curdas tentavam abater os jihadistas que corriam pelas ruas da cidade, situada no coração de uma região petroleira.

Doze horas depois de iniciado o ataque, eram ouvidos tiros e explosões por toda a cidade.

"As ruas estão vazias, não há ninguém, não há trânsito. Estamos muito abalados e assustados, tentando fugir", contou Itar Jalil, um estudante da Universidade de Kirkuk.

"O pai do meu amigo veio nos buscar e estamos tentando ir para Erbil", a capital da região autônoma do Curdistão iraquiano, mais ao norte.

Segundo um primeiro balanço dos serviços de segurança, 12 jihadistas foram mortos nos confrontos, assim como seis policiais.

"Alguns corpos continuam nas ruas. É muito perigoso ir até eles por causa dos franco-atiradores", afirmou um coronel da polícia.

Segundo fontes de segurança, inúmeros jihadistas se entrincheiraram no Hotel Yihad, no centro da cidade. Outros preferiram ficar em uma casa no bairro de Domiz, de onde organizam uma feroz resistência.

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