ONU: Exército sírio lançou ataque químico em marco de 2015

Nações Unidas, Estados Unidos, 22 Out 2016 (AFP) - Especialistas da ONU concluíram que o Exército sírio lançou um ataque químico contra a cidade de Qmenas, na província de Idleb, noroeste da Síria, no dia 15 de março de 2015, revela um relatório entregue nesta sexta-feira ao Conselho de Segurança.

No mesmo documento, os especialistas informaram que não foram capazes de reunir provas suficientes para determinar a responsabilidade de outros dois ataques químicos na Síria, em Idleb, no dia 24 de março de 2015, e em Kfar Zita, província de Hama, em 18 de abril de 2014.

Os investigadores da Joint Investigative Mechanism (JIM) concluíram "que há suficiente informação para afirmar que o incidente (de Qmenas) foi provocado por um helicóptero do Exército sírio que lançou um dispositivo de elevada altura que ao tocar o solo liberou uma substância tóxica que afetou a população".

Os investigadores acreditam que a substância era gás de cloro, com base nos sintomas apresentados pelas vítimas.

Em Kafr Zita, a JIM não conseguiu demonstrar que o Exército sírio lançou substâncias tóxicas utilizando barris explosivos, "porque os destroços dos recipientes utilizados foram removidos".

Um barril com vestígios de gás de cloro foi encontrado em Binnish, mas não pôde ser vinculado formalmente aos incidentes relatados por testemunhas.

Em um relatório precedente, publicado no final de agosto, a JIM havia concluído que helicópteros militares sírios lançaram gás de cloro sobre ao menos duas localidades na província de Idleb: Talmenes, em 21 de abril de 2014, e Sarmin, em 16 de março de 2015.

A JIM também atribuiu ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI) a utilização de gás mostarda em Marea, na província de Aleppo (norte), em 21 de agosto de 2015.

Dos nove supostos ataques químicos analisados pela JIM e ocorridos entre 2014 e 2015, os investigadores atribuíram três ao regime e um ao EI.

A JIM foi criada pela ONU e pela Organização Para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ).

Relatórios precedentes da ONU e da OPAQ já haviam confirmado o uso de armas químicas na Síria, mas sem atribuir responsabilidades.

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