Hillary aumenta vantagem sobre Trump para 12 pontos

Washington, 24 Out 2016 (AFP) - A candidata democrata Hillary Clinton supera seu oponente republicano Donald Trump por uma confortável margem de 12 pontos, sua maior vantagem a duas semanas da eleição presidencial americana - de acordo com pesquisa publicada neste domingo (23).

A ex-secretária de Estado, de 68 anos, tem 50% das intenções de voto contra 38% para o magnata, de 70, indica a pesquisa ABC News/The Washington Post.

Esse foi o maior nível de apoio que Hillary registrado em todas as pesquisas realizadas pela ABC News desde o começo da campanha e o menor índice para Trump.

A sondagem da ABC News dava apenas quatro pontos de vantagem para Hillary depois do segundo debate entre os candidatos em 9 de outubro.

De acordo o site RealClearPolitics, a média das pesquisas em nível nacional mostra uma vantagem para Hillary de 47,7% contra 41,9%. Ela também está na frente na Pensilvânia e na Flórida, outros dois campos de batalha. Já Trump se mantém forte em bastiões como o Texas, com uma vantagem de três pontos.

A última pesquisa da ABC News/The Washington Post revela também que 69% dos consultados desaprovam a resposta de Trump às mulheres que o acusam de abuso sexual.

No sábado (22), o magnata afirmou que as mulheres estão mentindo e prometeu processá-las depois da eleição de 8 de novembro. Até agora, 11 mulheres acusaram Trump publicamente.

A pesquisa revela uma clara vantagem de Hillary entre as mulheres, com 55% de apoio contra 35% para Trump. Já entre as mulheres brancas com formação universitária, o apoio ao republicano é de 32%. Esse grupo tem sido especialmente crítico das reações do candidato às última denúncias.

Os números mostram ainda que, pela primeira vez, Hillary supera o empresário também entre os homens, com 44% de adesão contra 41%.

Quase 60% dos entrevistados rejeitam as afirmações do candidato republicano de que a eleição está sendo manipulada, e 65% criticam-no por dizer que pode não aceitar o resultado em caso de derrota.

O candidato libertário Gary Johnson e a ecologista Jill Stein têm 5% e 2% de apoio, respectivamente, o mesmo que na pesquisa anterior.

A ABC News entrevistou 1.391 pessoas maiores de idade, 874 das quais provavelmente irão votar, entre os dias 20 a 22 de outubro. A margem de erro é de 3,5 pontos para mais, ou para menos.

Indecisos e minoriasA democrata concentra suas energias em captar o voto dos republicanos indecisos e dos independentes, enquanto apoia os candidatos de seu partido à Câmara de Representantes e ao Senado. O objetivo é recuperar o controle do Congresso.

"Estamos falando do que está em jogo nessas eleições, marcando contrastes, mas estamos dando às pessoas motivos pelos quais votar a favor (do Partido Democrata), não apenas votar contra (os republicanos)", disse Hillary, no final de seu último ato de campanha no sábado.

Consciente de que o voto das minorias é crucial para chegar à Casa Branca, a candidata visitou uma igreja de fiéis negros em Durham, na Carolina do Norte, um dos estados mais importantes no xadrez eleitoral.

O magnata conta com o apoio de 47% dos americanos brancos contra 43% para Hillary. Em 2012, o republicano Mitt Romney venceu nesse grupo demográfico por uma diferença de 20 pontos.

Nas eleições de 2008, o presidente Barack Obama venceu na Carolina do Norte por estreita margem, mas o republicano Mitt Romney foi vitorioso nele quatro anos mais tarde. A campanha de Hillary tenta, agora, recuperá-lo para as fileiras democratas.

Diante de um grupo de pessoas, entre elas Sybrina Fulton - mãe de Trayvon Martin, o rapaz negro assassinado em 2012, um episódio que comoveu o país -, Hillary alertou contra o "sistemático racismo" que existe nos Estados Unidos.

"Se formos honestos uns com os outros, sabemos que enfrentamos uma contínua discriminação contra os afro-americanos e, em particular, contra os jovens afro-americanos", afirmou.

"Essas conversas podem ser dolorosas para todos, mas temos de abordá-las", afirmou.

Hillary Clinton acusou Trump de projetar "uma imagem desanimadora" das zonas urbanas deprimidas e de ignorar as conquistas dos líderes negros sob qualquer aspecto.

Neste momento, a equipe de Hillary pisa no acelerador para conseguir uma ampla vitória, na esperança de recuperar o controle de pelo menos uma das duas Casas do Congresso.

Além de suas duas aparições em Charlotte e Raleigh, na Carolina do Norte, ela conta com a ajuda do marido, o ex-presidente Bill Clinton, que falará na Flórida, e do presidente Barack Obama, que estará em Nevada.

Na próxima quinta-feira (27), ela volta à Carolina do Norte, acompanhada da primeira-dama Michelle Obama, um dos grandes trunfos dos democratas. Esse será o primeiro evento de Hillary e Michelle juntas, desde o início da campanha.

"Eu lhes peço que votem em função dos valores que queremos transmitir aos nossos filhos", disse a candidata durante um ato no campus universitário da cidade de Charlotte, durante o qual evocou - em alusão a seu rival - "a necessidade de respeitar as mulheres".

"Não damos nada como certo", garantiu neste domingo à Fox News a chefe de campanha da candidata democrata, Robby Mook.

"Estamos atrás", reconheceu a chefe de campanha do republicano, Kellyanne Conway, ao canal NBC, ressaltando que "o fato é que essa corrida não terminou".

Em um ato em Naples, no estado da Flórida, neste domingo, Trump convocou seus correligionários a irem votar "para nos livrarmos da crápula Hillary de uma vez por todas".

"Os números são fantásticos na Flórida. Não acreditem na imprensa", afirmou o republicano no mesmo evento.

Nesse meio-tempo, Trump recebeu o primeiro apoio de um jornal importante, The Las Vegas Review-Journal, que defendeu que o candidato desempenhará sua função de presidente com "sensibilidade corporativa e um determinação inalterável".

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