Um morto e três feridos em explosões em parque no Japão

Tóquio, 23 Out 2016 (AFP) - Um soldado aposentado morreu e três pessoas ficaram feridas após duas explosões em um parque do Japão neste domingo, em um caso que pode ter sido suicídio, segundo testemunhas e policiais.

Um festival acontecia no local quando um ex-membro das Forças de Autodefesa (nome das Forças Armadas no Japão), de 72 anos, aparentemente detonou um dispositivo que o matou e deixou três pessoas feridas, duas delas gravemente, de acordo com a agência Kyodo News.

"Uma pessoa foi encontrada morta", afirmou, sem revelar detalhes, o porta-voz dos bombeiros à AFP.

Perto do meio-dia a polícia encontrou o corpo de Toshikatsu Kurihara no parque da cidade de Utsunomiya, 100 km ao norte de Tóquio, após receber uma ligação sobre uma pessoa que estava em chamas logo depois do barulho de uma explosão.

A polícia suspeita que Kurihara tenha se matado e um bilhete suicida com seu nome foi encontrado dentro da meia que estava usando, de acordo com a Kyodo.

"Eu paguei com a minha vida", afirmava o bilhete, expressando sua preocupação sobre problemas familiares.

Dois homens, um de 64 anos e outro de 58 anos, ficaram gravemente feridos na explosão, enquanto um jovem de 14 anos, estudante do ensino médio, ficou levemente machucado.

Muitos automóveis, incluindo o de Kurihara, pegaram fogo em um estacionamento próximo, às 11h30 locais (00h30 de Brasília), de acordo com testemunhas.

Um homem disse ao canal público NHK que "sentiu o cheiro da pólvora no local" depois das explosões.

O festival que ocorria no parque foi cancelado.

A casa de Kurihara, onde ele morava sozinho, foi incendiada neste domingo pela manhã.

Explosões deste tipo são raras no Japão, embora pequenas bombas possivelmente ligadas a extremistas de esquerda ocasionalmente explodam perto das bases militares americanas.

Em novembro do ano passado, uma bomba caseira explodiu no polêmico santuário da guerra de Tóquio, destruindo os banheiros das instalações. Ninguém ficou ferido.

Um sul-coreano foi detido e condenado a quatro anos de prisão após admitir que havia detonado a bomba no santuário Yasukuni. O local tem sido alvo de ativistas que o consideram um símbolo do passado militarista do Japão.

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