Entrada das tropas iraquianas em Mossul abre nova fase da ofensiva

Bagdá, 1 Nov 2016 (AFP) - As forças iraquianas entraram nesta terça-feira (1º) nos bairros da zona leste de Mossul, no norte do Iraque, no 16º dia de ofensiva para reconquistar a segunda maior cidade do país, reduto do Estado Islâmico (EI) desde junho de 2014.

Confira abaixo os principais elementos dessa ofensiva iniciada em 17 de outubro:

Quais as forças iraquianas envolvidas?O Comando de Contraterrorismo Iraquiano (CTS), as forças de elite do Exército, as forças de intervenção rápida e as tropas de elite do Ministério do Interior combatem ao lado das Forças Armadas, da Polícia iraquiana e dos peshmergas, as forças de segurança da região autônoma do Curdistão iraquiano.

As Unidades de Mobilização Popular (UMP, Hashd al-Shaabi, em árabe), milícias em sua maioria xiitas apoiadas pelo Irã, entraram em ação a oeste de Mossul.

Todas essas forças são apoiadas pela aviação e artilharia da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.

Qual é a estratégia?A ofensiva contra Mossul começou em três frentes: norte, leste e sul, para cercar a cidade.

Nos últimos dias, as UMPs entraram em ação na frente oeste, situando-se entre Mossul e na fronteira síria com o objetivo de cortar as rotas de reabastecimento dos extremistas.

Nas duas primeiras semanas, as tropas iraquianas e aliadas retomaram o controle de dezenas de aldeias nas três frentes principais.

Na segunda-feira, o CTS chegou aos subúrbios de Mossul e, nesta terça, pela primeira vez desde 2014, entrou pelo leste da cidade, no bairro de Judaidat Al-Mufti, na margem esquerda do Tigre, o rio que corta cidade.

A entrada em Mossul marca "o início da verdadeira libertação de Mossul", disse um comandante iraquiano.

Como reagiram os extremistas?Os extremistas responderam ao avanço do governo com dezenas de atentados suicidas e fogo de artilharia.

As informações sobre os movimentos dos combatentes do Estado Islâmico são contraditórias.

Algumas fontes indicam uma retirada para a Síria, outras, no entanto, da chegada de reforços do território sírio.

De acordo com um general americano, 900 combatentes foram mortos na primeira fase da ofensiva. Além disso, a ONU diz que o EI executou mais de 250 ex-militares iraquianos e desloca civis para serem usados como escudos humanos.

O que acontece com os civis?Milhares de civis fogem das áreas controladas pelo Estado Islâmico à medida que a ofensiva avança.

Até esta terça, mais de 17.900 pessoas haviam fugido de suas casas, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

A ONU, que estima que 1,5 milhão de pessoas vivam em Mossul, considera que conforme os combates se intensifiquem, o fluxo de deslocados vai aumentar, podendo chegar a um milhão de pessoas e causar uma catástrofe humanitária.

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