Pinochet, Chávez e Trump? Anúncio adverte latinos nos EUA contra outro 'mandachuva'

Washington, 1 Nov 2016 (AFP) - Personalidades populistas cresceram na América Latina como salvadores, mas deixaram um rastro de crise, ódio e sofrimento: essa é a premissa de um anúncio on-line que adverte os eleitores latinos nos Estados Unidos contra o "mandachuva" Donald Trump.

A organização Latino Victory Project lançou a campanha nessa terça-feira (1º), destinada aos cerca de 200.000 eleitores latinos independentes na Flórida, estado vital para a chegada à Casa Branca.

As eleições presidenciais de 8 de novembro nos Estados Unidos serão decididas em uma dezena de estados, e a Flórida, com seus 29 votos, é o mais concorrido. Os latinos representam aproximadamente 18% dos eleitores nesse estado.

"Vemos países caírem nas mãos de um só homem, um salvador, um líder, uma nova esperança", diz o narrador, enquanto aparecem imagens de ditadores e presidentes latino-americanos, entre eles Fidel Castro, Augusto Pinochet, Alberto Fujimori e Hugo Chávez.

Mas esses países desmoronaram e afundaram em crises com "ódio, divisões e sofrimento humano", completa a voz no vídeo.

Segundo o anúncio, todos esse líderes têm em comum se considerarem os únicos capazes de resolver os problemas. Trump aparece dizendo: "Só eu posso corrigi-lo".

"A América (Estados Unidos) não quer um mandachuva", termina o vídeo de menos de um minuto de duração.

O anúncio será divulgado pelo Facebook e na plataforma de vídeo Teads, que critica o senador republicano Marco Rubio, apoiador de Trump e em campanha pela reeleição.

Custou US$ 40 mil, segundo o Latino Victory Projects.

"Os Estados Unidos não precisam de um mandachuva na Casa Branca", defende o diretor adjunto da organização, César Blanco, criticando o candidato republicano por seu "desdém por nossa democracia".

"Os caudilhos da esquerda e da direita causaram desordem e danos a muitos dos nossos irmãos e irmãs latino-americanos", alegou.

O Latino Victory Project foi fundado pela atriz Eva Longoria, que apoia a candidata democrata Hillary Clinton.

Um vídeo da campanha democrata à presidência dos Estados Unidos provocou polêmica na Venezuela ao comparar a promessa de Trump de mudar as leis para multar a mídia e sua advertência de prender Hillary Clinton com as práticas de Hugo Chávez contra a imprensa e seus opositores.

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