Obama: investigação sobre e-mails de Hillary não deve se basear em 'insinuações'

Washington, 2 Nov 2016 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reafirmou nesta quarta-feira (2) sua vontade de não interferir na investigação em curso do FBI sobre os e-mails da candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, mas insistiu em que as investigações não devem se basear em "insinuações".

"Fiz um esforço para me assegurar de não dar a impressão de que interfiro no processo, que deve ser independente", declarou Obama durante uma entrevista com o site NowThisNews.

Ele pareceu fazer, porém, uma crítica velada ao modo como o diretor do FBI (a Polícia Federal americana), James Comey, manejou o caso. Obama disse que "existe uma norma, segundo a qual quando existe uma investigação, não se trabalha com base em insinuações, em informações incompletas".

"Quando esse tema foi objeto de uma informação completa, a conclusão do FBI, do Departamento de Justiça e (...) de várias investigações do Congresso foi que (Hillary Clinton) cometeu erros, mas que nada justificava que fosse objeto de processos judiciais", acrescentou.

Comey, um republicano, enviou na última sexta-feira (28) uma breve mensagem aos dirigentes do Congresso para lhes informar que o FBI havia descoberto novos e-mails vinculados ao caso do uso de um servidor privado por parte de Hillary Clinton quando ela era secretária de Estado.

Nessa mensagem, uma verdadeira bomba na reta final da campanha da qual o candidato republicano, Donald Trump, tira grande proveito, o chefe do FBI foi muito vago sobre o verdadeiro alcance da descoberta. Além disso, não houve comunicação oficial de qualquer calendário sobre as novas investigações em curso para determinar se os e-mails continham informações confidenciais.

Em julho deste ano, James Comey anunciou que o FBI recomendava não indiciar Hillary Clinton no caso, o que foi seguido pelo Departamento de Justiça.

Nesse cenário, a campanha democrata entra nesta última semana com a necessidade de continuar dando explicações sobre o assunto dos e-mails.

A ex-secretária de Estado começou sua campanha, no primeiro semestre do ano passado, sob uma nuvem de suspeitas relacionadas a esse caso. Um ano e meio depois, ela e sua equipe ainda não conseguiram dissipar as dúvidas de forma consistente e definitiva.

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