Obama intensifica campanha por Hillary a poucos dias das eleições

Washington, 3 Nov 2016 (AFP) - A cinco dias das eleições e com o tempo para convencer os eleitores indecisos se esgotando, o presidente Barack Obama luta por Hillary Clinton nesta quinta-feira, no disputado estado da Flórida, que a democrata precisa conquistar.

O republicano Donald Trump, por sua vez, realizará um comício na cidade de Jacksonville apenas algumas horas antes do evento de Obama, o que deixa evidente a importância que os dois candidatos presidenciais concedem à Flórida, com a disputa ainda muito acirrada em seus últimos dias.

Na quarta-feira, Hillary apresentou um retrato sombrio da vida sob uma possível presidência de Trump, e convidou seus eleitores a imaginar uma derrota democrata na próxima semana.

"Imaginem que é dia 20 de janeiro de 2017 e imaginem que Donald Trump está de pé em frente ao Capitólio", disse a uma multidão de 15.000 pessoas em Tempe, Arizona, provocando um coro de vaias para seu adversário republicano.

"Imaginem que ele está fazendo o juramento do cargo e, em seguida, imaginem que ele está no Salão Oval tomando as decisões que afetam suas vidas e seu futuro", prosseguiu.

Hillary pintou um retrato de Trump como um presidente que degrada mulheres, exacerba as divisões raciais e é tão imprevisível que poderia "começar uma guerra real, em vez de uma guerra no Twitter".

Este alerta pedindo cautela também foi feito por Obama, que advertiu aos eleitores que o futuro dos Estados Unidos está em jogo.

"O destino da república repousa em seus ombros", declarou na Carolina do Norte, um dos "swing states" (estados indecisos) onde a corrida será decidida.

"O destino do mundo está oscilando e você, Carolina do Norte, precisará se certificar de que vamos empurrá-lo na direção certa", declarou Obama.

O republicano de 70 anos, por sua vez, falou com seus simpatizantes na Flórida com um discurso agora familiar, prevendo a queda de Hillary e jurando "drenar o pântano" da corrupção em Washington.

Em um comício em Pensacola, Trump também destacou a necessidade de se focar em sua mensagem e evitar as gafes auto-infligidas que prejudicaram sua corrida pela Casa Branca.

"Mantenha-se no ponto, Donald, permaneça no ponto. Sem desvios, Donald, tranquilo e fácil", declarou.

Trump ressaltou ainda que muitos formadores de opinião e eleitores estão agora se unindo a ele.

Esta afirmação - parcialmente confirmada por uma pesquisa divulgada na terça-feira que mostra o republicano ligeiramente à frente de Hillary - agradou os inimigos dos Estados Unidos, preocupou seus aliados e assustou os mercados financeiros.

Trump foi atingido por escândalos que teriam afundado um showman menos descarado: foi acusado de agressão sexual, de não pagar impostos e de laços com o russo Vladimir Putin.

Mas a nova investigação do FBI sobre o uso por Hillary de um servidor privado de e-mails quando era secretária de Estado aumentou a força do republicano e alimentou dúvidas sobre a confiabilidade da democrata.

- 'Embaraçoso' -A disputa acirrada nas pesquisas tem abalado os mercados financeiros de todo o mundo nos últimos dias. O dólar caiu em relação ao euro, enquanto o peso mexicano - sensível à ameaça de Trump de construir um muro na fronteira com o México - perdeu um por cento.

Nesta semana, o secretário de Estado americano, John Kerry, admitiu que a campanha tem sido "completamente embaraçosa" enquanto lida com as reações e temores de parceiros e adversários dos Estados Unidos no exterior.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou que a "realidade catastrófica" dos candidatos americanos "vai além do que estávamos dizendo".

Na Grã-Bretanha, uma efígie gigante de Trump empunhando a cabeça de sua rival Hillary deve ser queimada durante as celebrações tradicionais da noite de fogueira de 5 de novembro, na Noite de Guy Fawkes.

A longa e disputada corrida pela Casa Branca agora está sendo travada em alguns poucos estados, principalmente Flórida, Ohio e Carolina do Norte.

Estes três estados oferecem a melhor chance para superar a barreira de 270 do total de 538 votos do colégio eleitoral, que define o novo presidente do país.

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