'Torturas' no Iraque contra civis suspeitos de vínculos com o EI

Londres, 3 Nov 2016 (AFP) - As milícias iraquianas "detiveram ilegalmente, humilharam publicamente e torturaram" moradores das localidades ao sudeste de Mossul que já foram reconquistadas do grupo Estado Islâmico (EI) na ofensiva contra esta cidade, denunciou nesta quinta-feira a Anistia Internacional.

Autoridades e testemunhas locais relatam espancamentos com barras de ferro e choques elétricos em ataques "punitivos" realizados por membros da milícia sunita Sabawi. Esta milícia integra as Unidades de Mobilização Popular (Hachd al-Shaabi), uma coalizão de milícias em sua maioria xiitas apoiadas pelo Irã, segundo a AI.

Os fatos teriam ocorrido cerca de 50 km ao sul de Mossul, em três localidades na margem sudeste do rio Tigre, uma das quais reconquistada pelas forças iraquianas em 20 de outubro, indica AI em comunicado.

"Há evidências perturbadoras que membros da milícia Sabawi cometeram crimes, segundo o direito internacional, ao torturar e maltratar habitantes da região de Qati al-Sabaween, em retaliação pelos crimes cometidos pelo EI", diz Lynn Maalouf, vice-diretora da Anistia Internacional em Beirute.

De acordo com uma testemunha citada pela ONG, os milicianos "não tinham comandante, cada combatente realizou a sua própria vingança" pelas mortes causadas pelo EI.

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