Argentina: protesto exige correção de salários

Buenos Aires, 4 Nov 2016 (AFP) - Funcionários públicos, docentes e organizações sociais marcharam nesta sexta-feira em Buenos Aires para exigir do governo de Mauricio Macri a reabertura de negociações salariais para diminuir a erosão dos salários diante de uma inflação que supera 40%.

"Não pode haver um povo feliz com salários e aposentadorias de fome", disse Pablo Micheli, titular do sindicato dos funcionários estatais e à frente da central operária CTA da Argentina, uma das duas centrais de trabalhadores que impulsionaram o protesto.

Milhares de pessoas participaram da marcha, que desde distintos pontos da cidade confluiu na Praça de Maio, em frente à sede do governo.

A terceira economia da América Latina se encontra em recessão. A indústria caiu 7,3% em setembro em comparação ao mesmo mês do ano passado e o mesmo ocorreu com a construção, com queda de 13,1% no mesmo período.

A inflação acumulada em setembro foi de 32%, segundo o instituto estatal de estatísticas INDEC, embora consultorias privadas a situem acima de 40%.

A majoritária central sindical CGT acordou com o governo um bônus de final de ano de 2.000 pesos para os trabalhadores (cerca de 130 dólares), mas outras duas centrais o consideram insuficiente e exigem reabrir a discussão salarial.

"Vamos fazer greve nacional, o pacto que a CGT firmou com o governo não acaba com o conflito sindical.

A maioria dos sindicatos acertou no início do ano aumentos salariais em torno de 27%.

"Há dez pontos de perda nos salários frente à inflação, um bônus não resolve, queremos a reabertura das negociações salariais", explicou Micheli.

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