Hillary e Trump iniciam último fim de semana de campanha

Pittsburgh, Estados Unidos, 5 Nov 2016 (AFP) - Hillary Clinton e Donald Trump iniciaram nesta sexta-feira uma maratona por um punhado de estados para tentar mobilizar e convencer os últimos indecisos a votar nas eleições presidenciais americanas, na terça-feira.

A quatro dias das eleições, a ex-secretária de Estado tem uma pequena vantagem nas pesquisas, mas a polêmica que continua a respeito de seus e-mails deu um impulso ao magnata, que há 16 meses surpreende todos os prognósticos.

"Se meu adversário vencer, teremos um presidente que só estará lá por si mesmo", disse Clinton em Michigan, coração da indústria automobilística, deplorando a visão "obscura, divisória e repleta de ódio" de Trump sobre os Estados Unidos.

Já Trump afirmou em Hershey, Pensilvânia, que "se chegar ao Salão Oval, Hillary e seus grupos de interesse nos roubarão o país".

"Como Hillary pode gerenciar este país quando nem mesmo pode gerenciar seus e-mails?" - questionou Trump mais cedo em New Hampshire, um estado disputado, chamando a adversária de um anjo protegido pela classe política e pela Justiça.

"Quando ganharmos em 8 de novembro vamos chegar a Washington e vamos drenar o pântano", prometeu Trump.

John Podesta, diretor da campanha de Hillary, respondeu: Trump "deveria começar drenando seu próprio pântano", em referência à condenação de Chris Christie, um dos aliados mais próximos do candidato republicano.

Na Carolina do Norte, Barack Obama tentou incentivar os eleitores: "preciso que votem, não escolham o medo".

A média das pesquisas nacionais mostra Hillary com 45,3% das intenções de voto, frente a 42,7% para Trump, enquanto outros dois candidatos de partidos menores reúnem 8,2%, segundo o site Real Clear Politics: um final de suspense para uma campanha marcada por acusações e pela ausência de um debate político sério.

Enquanto o impetuoso Trump tempera seu discurso e se mostra mais disciplinado, a experiente, mas às vezes rígida Hillary, se cerca de celebridades, em um clamor urgente à mobilização do voto jovem e negro, a parte primordial de sua base de apoio.

A candidata democrata encerrará o dia nesta sexta-feira na companhia da nobreza do pop, quando o rapper Jay Z e sua esposa, a "rainha" Beyoncé, derem um show com tons políticos em Cleveland, no disputado estado de Ohio (norte).

Mas antes pediu a seus seguidores na Pensilvânia (leste) para imaginarem uma possível presidência de Trump, tachando o magnata de um intolerante de "pele sensível", que ataca as mulheres e as minorias, e fulmina seus críticos.

"A opção não pode ser mais clara", disse Hillary diante de 2.500 seguidores em Pittsburgh. "Vamos construir uns Estados Unidos mais fortes e mais justos ou vamos ter medo uns dos outros e do futuro?".

"Cabeça a cabeça"Hillary e Trump lutam cabeça a cabeça em Ohio e Pensilvânia, que juntamente com Michigan (norte) constituem o antigo centro industrial dos Estados Unidos e são a chave nestas eleições marcadas pelo profundo desencanto das classes trabalhadoras com o status quo.

Com sua nada simples promessa de repatriar as fábricas que foram para a China e o México, Trump espera arrancar algumas vitórias nestes estados muito populosos para pavimentar seu caminho para a Casa Branca.

Clinton, que vem tentando romper esquemas, mira no Arizona (sudoeste), tradicionalmente republicano.

Seu candidato a vice, Tim Kaine, discursou em espanhol na quinta-feira neste estado fronteiriço, onde 22% dos eleitores são latinos.

A campanha democrata ativou nesta sexta-feira uma série de eventos com personalidades hispânicas.

Uma consulta nacional da rede CBS e The New York Times reduziu a vantagem de Hillary para três puntos, 45% contra 42% para Trump, um sinal de que o bilionário, ainda perseguido por seus comentários depreciativos sobre as mulheres, está convencendo os republicanos antes céticos.

Mas vença quem vencer, a mesma pesquisa revelou que a maioria dos americanos está enojada com o baixo nível da política e muitos têm sérias dúvidas que algum possa unificar o país após uma campanha historicamente tóxica.

"É um pouco angustiante, é difícil dizer o que vai acontecer", disse à AFP Ryan McMasters, compositor de 29 anos, ao lado da esposa, Kathleen Andrews, de 31, grávida, durante o comício de Hillary em Pittsburgh.

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