Presidente sul-africano diz não temer a prisão

Joanesburgo, 5 Nov 2016 (AFP) - O presidente sul-africano, Jacob Zuma, demonstrou coragem neste sábado em sua primeira aparição pública desde que na quarta-feira foi publicado um relatório oficial que denuncia possíveis crimes de corrupção na cúpula do governo, nas mãos do Congresso Nacional Africano (ANC).

"Passei muito tempo na prisão. Não tenho medo da prisão, já estive lá", disse Zuma, que esteve preso por 10 anos durante o apartheid, em Robben Island, junto com Nelson Mandela.

Em um discurso diante de centenas de simpatizantes do ANC em Dumbe, uma pequena localidade da província de Kwazulu-Natal (leste), Zuma acusou a oposição de "utilizar os tribunais para amedrontar o ANC".

"Não vão nos intimidar", afirmou.

Na quarta-feira, a mediadora da República da África do Sul encarregada do bom uso do dinheiro público, pediu aos promotores a investigação de supostos crimes através em um informe que levou a que vários círculos, inclusive alguns do partido de Zuma, pedissem a demissão do presidente.

A investigação denuncia um possível caso de conluio entre o Governo e uma rica família de empresários indianos, os Gupta, suspeitos de influenciar o presidente Zuma, conseguindo inclusive a nomeação de alguns ministros favoráveis a seus interesses.

O relatório levou a oposição a programar uma moção de confiança no Parlamento em 10 de novembro. Zuma já sobreviveu a duas moções deste tipo neste ano.

Jacob Zuma, de 74 anos, que sobreviveu a vários escândalos desde que chegou à Presidência, em 2009, suscita cada vez mais críticas após a histórica derrota sofrida por seu partido, o Congresso Nacional Africano (ANC), nas eleições municipais de agosto.

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