Combates deixam vinte mortos no Iêmen

Adem, 6 Nov 2016 (AFP) - Quatorze rebeldes xiitas huthis e seis militares leais ao governo, entre eles um general, morreram neste domingo em combates no norte e no centro do Iêmen, segundo fontes militares.

O general Yahia Khayati morreu em um hospital saudita, para onde havia sido transportado depois de ficar gravemente ferido em combate na região de Midi, província de Hajja, perto da fronteira com a Arábia Saudita, indicou uma autoridade militar.

Esta zona costeira é uma das poucas controladas pelas forças governamentais no norte do Iêmen que combatem os rebeldes huthis apoiados pelo Irã.

Na região de Assilane, província de Chabwa (centro), as forças leais ao governo repeliram um potente ataque rebelde.

Os combates deixaram 12 mortos entre os rebeldes, afirmou outro responsável militar, que também informou sobre a morte de cinco soldados das forças leais ao presidente Abd Rabbo Mansur Hadi.

Estes novos confrontos coincidem com uma visita a Sanaa do emissário da ONU para o Iêmen, Ismaïl Ould Cheikh Ahmed, que busca reativar o processo de paz após o fracasso de uma trégua há alguns dias.

Partidários dos rebeldes, que controlam a capital do Iêmen, se manifestaram no sábado para protestar contra o plano de paz proposto pela ONU para terminar com um conflito de 19 meses.

O mapa do caminho do emissário da ONU prevê acordos militares, como a entrega de armas pesadas pelos rebeldes e sua saída dos territórios sob seu controle desde 2014, entre eles a capital, além de compromissos políticos, incluindo a nomeação de um novo vice-presidente e a formação de um "governo de união nacional".

O plano foi recebido friamente pelo presidente Hadi, enquanto os rebeldes huthis e seu aliado, o ex-presidente Ali Abdullah Saleh, estimaram que pode servir de base de negociações.

Desde março de 2015, data do início da intervenção militar de uma coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita, a guerra deixou no Iêmen 7.000 mortos e 35.000 feridos, de acordo com a ONU.

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