Eleições presidenciais na Bulgária, um teste para o primeiro-ministro

Sófia, 6 Nov 2016 (AFP) - Os búlgaros votam neste domingo no primeiro turno de uma eleição presidencial considerada um teste de popularidade para o primeiro-ministro conservador, Boiko Borisov, e para o futuro das relações da Bulgária com a Rússia.

Cerca de 6,8 milhões de eleitores desta democracia parlamentar devem eleger entre 21 candidatos, entre eles dois favoritos: a presidente do Parlamento, Tsetska Tsacheva, de 58 anos, integrante do governante partido conservador GERB, e o general Rumen Radev, de 53 anos, ex-comandante das forças aéreas e líder do Partido Socialista, que advoga por melhorias nas relações com a Rússia.

Na Bulgária, o presidente, eleito por cinco anos, desempenha sobretudo um papel protocolar, embora seja uma figura respeitada, à qual se pode ocorrer em casos de crise.

"Voto pela estabilidade e pela segurança de uma nova Bulgária próspera", declarou neste domingo Tsacheva na cidade de Pleven (norte), situada em uma das regiões mais pobres da Europa.

A campanha presidencial ressaltou a luta contra a pobreza, a crise demográfica e o êxodo da população, em um país onde o salário médio é de 480 euros por mês.

Para mobilizar seu eleitorado, o primeiro-ministro Borisov, reeleito no final de 2014, ameaçou renunciar se sua candidata não ganhar no primeiro turno, embora isto signifique desestabilizar um país que vivenciou graves conflitos sociais em 2013.

As três últimas pesquisas publicadas na sexta-feira dão vantagem a Tsacheva com entre 26% e 28% dos votos no primeiro turno, seguida de Radev, com entre 22% e 23%.

Os analistas preveem um segundo turno apertado, em 13 de novembro. Uma derrota da candidata do partido governante abriria uma buraco na supremacia do GERB, que controla o poder executivo.

Uma emenda recente na lei eleitoral introduziu "o voto obrigatório" - cujo descumprimento não leva a nenhuma sanção grave - com o objetivo de mobilizar o eleitorado e evitar o peso do voto manipulado ou comprado, um problema endêmico.

A presidente do Parlamento centrou sua campanha na "estabilidade" conquistada pelo governo, enquanto Rendev assegurou encarnar "a mudança" frente à corrupção e à pobreza.

Os dois candidatos também se opuseram sobre sua relação com a Rússia, da qual a Bulgária depende quase por completo no âmbito energético.

Tsacheva prometeu "preservar a orientação europeia e euro-atlântica" da Bulgária, assim como o presidente em final de mandato Rosen Asenov Plevleniev.

Ao contrário, Radev, apesar de ter tido formação nos Estados Unidos, tem uma postura menos restrita a respeito de Moscou: "Uma melhoria necessária das relações com a Rússia não representa um retrocesso dos valores euro-atlânticos", considera o general, que se mostra favorável a um levantamento das sanções europeias impostas à Rússia.

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