Hillary e Trump em ritmo frenético de campanha a dois dias da eleição

Washington, 6 Nov 2016 (AFP) - Hillary Clinton exibia neste domingo uma leve vantagem nas pesquisas para as eleições presidenciais de terça-feira nos Estados Unidos, enquanto Donald Trump iniciava uma maratona por cinco estados em um esforço extremo para reduzir as distâncias a dois dias das eleições.

Os principais candidatos organizaram para os dois últimos dias de campanha uma agenda frenética, concentrada naqueles estados onde as pesquisas não indicam um claro favorito ou onde a disputa está mais acirrada.

Entre domingo e segunda-feira Trump pretende realizar campanhas em Iowa Minnesota, Michigan, Pensilvânia, Flórida, Carolina do Norte e New Hampshire, estados considerados fundamentais para conseguir a vitória na terça-feira.

"O impulso está do nosso lado", disse neste domingo o presidente do Comitê Nacional do Partido Republicano, Reince Priebus, à rede de televisão ABC. "Se ganharmos um estado como Michigan, verão que isto estará liquidado".

Para a equipe de campanha de Hillary, contudo, a insistência de Trump no estado de Michigan é apenas um ato desesperado.

"Nós nos sentimos bem, estamos encerrando a campanha de forma muito forte, mas é óbvio que temos uma incrível quantidade de trabalho para fazer", declarou neste domingo o coordenador da campanha de Hillary, John Podesta.

Da mão de LeBronPor via das dúvidas, Hillary tinha prevista neste domingo uma escala em Michigan. O site especializado RealClearPolitics estima que a candidata tem ali uma vantagem de cerca de quatro pontos percentuais sobre Trump, 45% a 41%.

Uma pesquisa realizada pela rede NBC e pelo jornal Wall Street Journal, publicada neste domingo, atribui a Hillary uma vantagem de quatro pontos percentuais sobre Trump (44% e 40%), em uma consulta que incluiu os outros dois candidatos minoritários na disputa.

O especialista em pesquisas Nate Silver, do site especializado FiveThirtyEight, apontou que "se (Hillary) tem somente 44% das intenções de voto, isso significa de alguma forma que é vulnerável na maioria das regiões que ainda estão indefinidas".

Em resumo, acrescentou, a apenas dois dias da campanha "alguém preferiria estar nos sapatos de Hillary do que nos de Trump, mas não é uma posição extraordinariamente segura".

Contudo, um estudo da empresa Catalist, que trabalha com base de dados eleitorais, apontou um marcado crescimento na expectativa de voto nas comunidades latinas dos Estados Unidos, uma tendência que pode beneficiar substancialmente Hillary.

Neste domingo, a ex-secretária de Estado tinha na agenda retornar a Cleveland, Ohio, pela quarta vez em apenas 17 dias, para fazer campanha da mão do astro do basquete LeBron James.

Tensão crescenteO ritmo frenético das duas campanhas é reflexo deste cenário, muito mais tenso do que Hillary ou Trump estão dispostos a admitir.

A disputa acirrada convenceu a equipe da ex-secretária de Estado a encerrar a campanha na segunda-feira com as cartas mais pesadas que tem na manga: ela levará ao palco seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, acompanhado do atual presidente, Barack Obama, e sua extraordinariamente popular esposa Michelle.

A tensão neste segmento final da campanha se tornou evidente na noite de sábado, quando foi registrada uma confusão em um ato de campanha de Trump e o candidato foi retirado rapidamente do palco por agentes do Serviço Secreto.

O incidente ocorreu quando um homem com um cartaz que dizia "Republicanos contra Trump" foi agredido por seguidores do candidato. O homem foi detido e posteriormente liberado, ao ser constatado que não portava nenhuma arma de fogo.

No entanto, um dos filhos de Trump mencionou na rede social Twitter que seu pai havia sido alvo de uma "tentativa de assassinato".

Sem opção para TrumpImediatamente, fontes da equipe de Hillary ironizaram Trump e o incidente, alegando que se tratava de sintomas de pânico.

Em resposta, a equipe de Trump sugeriu que a decisão de levar Obama ao palco em um ato em Michigan, além de uma nova viagem à Carolina do Norte, era sinal de desespero diante da possibilidade da derrota.

Robby Mook, um dos porta-vozes da campanha de Hillary, disse que Trump precisará vencer as eleições em todos os estados onde a disputa é acirrada para chegar à Casa Branca.

"Se nós vencermos na Pensilvânia e na Flórida, não há opção para Trump", disse.

Para além da diferença entre os dois candidatos nas pesquisas, o sistema eleitoral americano determina que a briga é vencida ou perdida no Colégio Eleitoral, onde serão necessários 270 dos 538 votos para alcançar a presidência.

Além disso, na maioria dos estados o vencedor leva todos os votos, e por isso a disputa em alguns deles, como a Flórida, que atribui 29 votos, é encarada como fundamental.

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