Assange nega ter sido manipulado pela Rússia

Londres, 8 Nov 2016 (AFP) - O site WikiLeaks negou nesta terça-feira ter sido manipulado pela Rússia quando publicou, durante a campanha eleitoral presidencial americana, milhares de e-mails hackeados na caixa de mensagens do diretor de campanha da democrata Hillary Clinton.

Em uma longa carta dirigida a seus apoiadores, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, assegurou que não atuou "para saciar um desejo pessoal de influenciar no resultado das eleições americanas", e sim porque sua organização defende "o direito do público de ser informado".

"Segundo uma tática que recorda o senador McCarthy e o temor comunista, a candidata do Partido Verde [a americana Jill] Stein, [o jornalista] Glenn Greenwald e os principais opositores de Clinton foram assinalados com uma cruz vermelha", escreveu Assange, no mesmo dia em que são realizadas eleições nos Estados Unidos.

"Quando não proferia mentiras manifestas, o bando de Clinton citou fontes anônimas ou vagos comunicados especulativos procedentes dos serviços de inteligência para sugerir uma vil lealdade à Rússia. O bando de Clinton foi incapaz de dar razões que não existem", acrescentou.

O site WikiLeaks difundiu, desde 7 de outubro, milhares de mensagens hackeadas da caixa de mensagens do Gmail do diretor de campanha da candidata democrata Hillary Clinton, John Podesta, que não negou a autenticidade dos e-mails, mas acusou a Rússia de estar por trás do ataque para favorecer o candidato republicano Donald Trump.

As mensagens não continham qualquer revelação explosiva, mas foram suficiente para que Hillary se colocasse na defensiva.

"Teria sido insensato para o WikiLeaks negar ao público semelhantes informações durante um período eleitoral. No entanto, não podemos publicar algo que não temos. Até agora, não recebemos qualquer informação sobre a campanha de Donald Trump", afirmou ainda.

Washington acusou a Rússia de realizar piratarias informáticas a fim de influenciar a campanha presidencial e muitos denunciaram a intenção de favorecer o Trump.

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