Obama pede vitória da 'esperança' e Clinton promete unir os EUA

Filadélfia, Estados Unidos, 8 Nov 2016 (AFP) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu a seus compatriotas que "rejeitem o medo" e votem na "esperança" para eleger Hillary Clinton, enquanto a candidata democrata prometeu unir o país se for eleita nesta terça-feira.

"Aposto que os Estados Unidos vão rejeitar a política do ressentimento e escolher a política que diz que unidos somos mais fortes. Aposto que amanhã vocês vão rejeitar o medo e escolher a esperança", disse Obama nesta segunda-feira, durante o comício democrata na Filadélfia.

Ao recordar sua própria campanha presidencial de 2008, Obama lembrou que "vocês me deram uma oportunidade, a um cara magro com um nome meio estranho (...), e nestes oito anos vi o quanto vocês trabalharam duro pelos valores que ensinamos às nossas crianças".

Em seu discurso, Hillary declarou que "como o presidente lhes disse, a escolha é clara nesta eleição: entre a divisão e a unidade, entre uma economia que funciona para todos e outra apenas para os que estão lá em cima".

Segundo Hillary, seu adversário republicano, Donald Trump, é "uma bala perdida que colocará tudo em risco". "Não se enganem, nossos valores estão sendo testados nesta eleição. Conhecemos meu adversário e a pergunta agora é que tipo de país queremos".

Obama utilizou uma tribuna com o brasão oficial da presidência, que foi mantido quando Hillary Clinton subiu para discursar, em uma quebra de protocolo aparentemente planejada.

Ao menos 30 mil pessoas lotaram o Independence Mall da Filadélfia para ver a Hillary, seu marido Bill, Obama e sua esposa, Michelle.

Os roqueiros Bruce Springsteen e Jon Bon Jovi também participaram do evento, um dos últimos comícios da agenda de Hillary Clinton na corrida pela Casa Branca.

Trata-se de um novo recorde para Hillary Clinton, que reuniu 18.500 pessoas em um comício em Ohio, recordou o porta-voz.

Ao iniciar seu último dia de campanha, Clinton, 69 anos, se comprometeu a trabalhar para unir o país, caso seja eleita a primeira mulher presidente dos Estados Unidos.

"Tenho muito trabalho para unificar o país. Realmente quero ser a presidente de todos, das pessoas que votaram em mim e das pessoas que votaram contra mim", disse no aeroporto de Westchester, na região de Nova York.

Clinton acusou Trump de ser o responsável por "exacerbar" as divisões nos Estados Unidos e prometeu trabalhar "até que se tenha contado o último voto".

Em sua maratona nesta segunda-feira, Clinton visitou Pittsburgh, bastião dos democratas na Pensilvânia, e depois Grand Rapids, em Michigan, onde Trump se tornou uma ameaça real.

Após a Filadelfia, Clinton irá à Carolina do Norte, onde seu comício terá Lady Gaga, Job Bon Jovi, Beyoncé e seu marido, o famoso rapper Jay Z.

Nas últimas 72 horas, Hillary percorreu o país de ponta a ponta, transitando por todo tipo de clima, paisagem e símbolos dos EUA: das torres da Filadélfia, às pontes de aço de Pittsburgh, passando pelas palmeiras de Miami e pelo estádio de futebol americano de Cleveland.

Sempre que entra em um café, a candidata democrata repete a mesma coisa, como um mantra: "preciso de suas orações", "vão votar, preciso de vocês".

Depois de analisar e criticar, por semanas, o passado e o caráter de seu adversário republicano, a ex-secretária de Estado preferiu ser positiva no encerramento daquela que pode ser a última campanha eleitoral de sua vida.

No domingo, ela fez um paralelismo entre as ideias dos Pais Fundadores e os mandamentos de Cristo em uma igreja de fiéis da comunidade negra na Filadélfia.

Depois, em Manchester (New Hampshire, nordeste), retomou o tom patriótico de seu discurso de posse celebrado em julho.

"Nosso país enfrenta um momento decisivo", ressaltou. "Devem votar, não contem com a sorte, não contem com os demais, usem sua voz e seu voto!", exclamou, colocando-se como protetora da Constituição.

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