Donald Trump, um presidente forte com maioria republicana no Congresso

Washington, 9 Nov 2016 (AFP) - Além da façanha de Donald Trump de chegar à Casa Branca, os republicanos mantiveram o controle do Congresso nas eleições desta terça-feira, e com isso poderão colocar em prática plenamente o programa do novo presidente dos Estados Unidos.

Com o Executivo e o Legislativo nas suas mãos, os republicanos terão poder para desfazer as reformas do presidente Barack Obama, em particular sua controversa reforma de assistência de saúde conhecida como "Obamacare".

Esta foi, efetivamente, uma das promessas de campanha de Donald Trump, que em 20 de janeiro assumirá o cargo de 45° presidente dos Estados Unidos.

O controle do Senado e da Câmara dos Representantes permite aos republicanos também ter um maior peso nos processos de nomeação de muitos dos altos funcionários do governo e dos juízes da Suprema Corte - tema crucial nos Estados Unidos, uma vez que o máximo tribunal estabelece a direção nos grandes temas sociais.

Ao conquistar vitórias decisivas na Pensilvânia, Carolina do Norte ou Wisconsin, e limitar assim o avanço do Partido Democrata, os republicanos passam a ocupar 54 cadeiras no Senado, contra 46 dos democratas.

"É uma grande noite para os republicanos, uma amostra do que podemos conseguir quando nosso partido se une", afirmou o presidente do partido, Reince Priebus, em um comunicado.

"Com um Congresso republicano consolidado e Donald Trump na Casa Branca, podemos começar a trabalhar para reparar Washington", acrescentou.

ReunirDois dias antes da eleição, as pesquisas previam que os democratas de Hillary Clinton conseguiriam mais assentos no Congresso.

Na Câmara baixa, os republicanos pareciam, nesta quarta-feira, a caminho de obter 239 assentos, contra 196 dos democratas, de acordo com a NBC.

Isto representa oito assentos a mais arrebatados aos democratas, o suficiente para recuperar a maioria na Câmara dos Representantes, que conta com 435 deputados.

Na câmara baixa, que teve um terço dos assentos (34) renovados na terça-feira, os democratas precisavam eleger cinco senadores.

O Partido Democrata registrou uma vitória em Illinois, o local de nascimento de Hillary, onde um veterano do Iraque, Tammy Duckworth, derrotou o senador republicano Mark Kirk.

Mas os republicanos reforçaram sua maioria com uma série de vitórias, entre as que sobressaem a de Richard Burr, na Carolina do Norte, e a do ex-candidato nas primárias republicanas Marco Rubio, na Flórida.

Este dirigente de 45 anos e estrela em ascensão entre os republicanos, que durante algum tempo foi considerado a promessa do partido para as presidenciais, teve que jogar a toalha em março, ante o fenômeno Donald Trump.

"Apesar de que podemos estar em desacordo em (certos) assuntos, não podemos dividir um país no qual as pessoas se odeiem entre si pela sua afiliação política", disse Rubio no seu discurso de vitória em Miami.

"Ao regressar a Washington para trabalhar com meus colegas, espero que D.C. (a capital) dê um melhor exemplo do papel do debate político neste país", assegurou em um tom claramente conciliador. O mesmo que adotou Donald Trump no discurso após a sua vitória.

Outro importante dirigente republicano e presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, virou a página dos desencontros com Trump e disse nesta quarta-feira que espera trabalhar com o presidente eleito.

"Tivermos grandes conversas sobre como poderíamos trabalhar juntos na transição", disse Ryan, cujo gabinete confirmou que planeja se manter como titular da Câmara.

Há menos de um mês, Trump publicou uma série de tuítes, acusando Ryan de "muito frágil" e "líder incompetente", depois que ele disse que não defenderia, nem faria campanha pelo magnata.

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