Melania Trump, elegância, glamour e discrição

Washington, 9 Nov 2016 (AFP) - Melania Trump soma elegância e glamour à presidência de Donald Trump, mas a ex-modelo enfrenta um duro caminho para ser aceita como a nova primeira-dama dos Estados Unidos.

Nascida na Eslovênia há 46 anos, mostrou sua personalidade durante um discurso pronunciado no momento de maior audiência durante a convenção republicana realizada em julho passado, cativando uma audiência de delegados entusiastas.

Mas a oportunidade de ouro de contar aos Estados Unidos sua história deu uma guinada lamentada e inesperada: meios de comunicação americanos detectaram semelhanças chocantes com um discurso pronunciado pela atual primeira-dama, Michelle Obama, na convenção democrata de 2008.

Seu marido se posicionou rapidamente em seu apoio, mas nunca reconheceu que tenha ocorrido plágio.

"Foi realmente uma honra apresentar minha esposa, Melania. Seu discurso e aprumo foram realmente incríveis. Muito orgulhoso", afirmou o multimilionário em um tuíte.

Dias depois, em um jantar beneficente, o próprio Trump fez uma brincadeira sobre o discurso de sua esposa.

"Michelle Obama pronuncia um discurso e todos o elogiam. É fantástico, pensam que é absolutamente impressionante. Minha esposa faz exatamente o mesmo discurso e as pessoas a criticam. Não entendo", afirmou.

Recentemente, a senhora Trump precisou enfrentar outra situação embaraçosa ante o escândalo provocado pela publicação de um áudio de 2005, no qual seu marido se gaba de se aproveitar de mulheres impunemente graças a sua condição de celebridade.

Como consequência, mais de uma dezena de mulheres acusaram Trump de assédio sexual.

Melania, sempre discreta e prudente, apareceu apenas uma vez na campanha que levou seu marido a sua inesperada vitória nas eleições presidenciais na madrugada desta quarta-feira. Nesta ocasião destacou o que chamou de lado mais amável de seu marido.

- Vida privilegiada -Batizada com o nome de Melanija Knavs na Eslovênia, então parte da Iugoslávia, filha de uma mãe ativa nos círculos da moda e de um pai vendedor de automóveis, estudou desenho e arquitetura antes de se mudar a Milão e posteriormente Paris para iniciar uma carreira como modelo.

Sua carreira a levou em 1996 aos Estados Unidos, onde dois anos mais tarde conheceu Trump, de quem se tornou sua terceira esposa.

Sua experiência nos Estados Unidos foi certamente diferente da vivida pela maioria dos imigrantes.

Sua conta no Twitter, inativa desde que Trump anunciou sua candidatura, reflete o estilo de vida privilegiado dos que integram o jet-set, se deslocando de seu luxuoso apartamento em Nova York a residências na Flórida em um avião privado.

Quando Donald e Melania se casaram, em janeiro de 2005 na Flórida, ela usou um vestido Dior cujo custo foi estimado em 200.000 dólares.

Entre as celebridades convidadas estavam a própria Hillary Clinton, candidata presidencial democrata que foi derrotada.

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