UE lamenta 'retrocesso' da Turquia em cumprimento de critérios de adesão

Bruxelas, 9 Nov 2016 (AFP) - A Comissão Europeia lamentou o "retrocesso" dos direitos na Turquia desde a tentativa de golpe em julho, em um relatório anual publicado nesta quarta-feira sobre o estado do processo de adesão do país ao bloco europeu.

"Houve um sério retrocesso nos último 12 meses na área da liberdade de expressão", indica o relatório do executivo da União Europeia (UE), que também reitera sua "rejeição inequívoca" à intenção do governo turco de reintroduzir a pena de morte no país.

Como país candidato, a Turquia, cujas negociações de adesão à UE começaram em 2005, deve cumprir as normas democráticas e de direitos do bloco.

O comissário europeu de Negociações de Ampliação, Johannes Hahn, reiterou que a Turquia, como país candidato, deve cumprir estes critérios, em um discurso no Parlamento Europeu em Bruxelas.

"É o momento de que Ancara nos diga o que realmente quer. É um teste para a sua credibilidade, mas também para a da União Europeia", acrescentou.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, questionou a vontade de Ancara de aderir ao bloco, ao lamentar que "a cada dia se afasta mais da Europa", em referência aos expurgos lançados pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, desde o golpe de Estado frustrado de julho.

Erdogan, por sua vez, pediu na quarta-feira que a UE "tome sua decisão final" o mais rápido possível sobre a adesão ou não do seu país.

A Turquia negou, ainda, as conclusões do último relatório da União Europeia, já que, na sua opinião, "distam de ser objetivas", nas palavras do ministro turco de Assuntos Europeus, Ömer Çelik.

"Este relatório foi redigido de uma maneira que não serve aos interesses das relações entre a Turquia e a União Europeia", disse Çelik, acrescentando que várias das conclusões "refletem uma falta de compreensão" da situação na Turquia.

As críticas ocidentais não deixam de aumentar ante os expurgos contra opositores ao governo turco, com países, como a Áustria, pedindo diretamente a suspensão das negociações de adesão do país.

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