Sharapova voltará a ser embaixadora da ONU depois da suspensão

Nações Unidas, Estados Unidos, 10 Nov 2016 (AFP) - A tenista russa Maria Sharapova poderá voltar a ser embaixadora de boa vontade da ONU depois do fim da sua suspensão por doping, em abril de 2017, informou a organização internacional nesta quinta-feira.

A parceria de nove anos com o Programa de desenvolvimento da ONU (UNDP) foi interrompida em março deste ano, quando a atleta foi flagrada por uso de meldonium, uma substância que só passou a ser proibida em janeiro.

"A UNDP ficou satisfeita ao saber que Maria Sharapova poderá voltar ao esporte que ela ama mais cedo que o esperado e vamos cancelar o afastamento do seu papel como embaixadora de boa vontade no fim da sua suspensão", explicou um porta-voz da entidade.

"Entendemos que ela está focada em retomar a carreira de tenista e vamos acertar as condições do seu engajamento com UNDP na data apropriada", completou.

No mês passado, o gancho de 24 anos de Sharapova foi reduzido para 15 meses pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS).

A russa admitiu ter usado meldonium por dez anos para tratar problemas no coração e uma deficiência em magnésio, e também reconheceu sua "negligência" por não tomar conhecimento de que a substância tinha entrado na lida de produtos dopantes.

Como embaixadora da Onu, a tenista tem atuado para ajudar a recuperação da região de Chernobyl depois do desastre nuclear de 1986.

A estrela visitou Belarus e doou 100.000 dólares para apoiar projetos para jovens em áreas rurais que sofrerem com os efeitos da radioatividade.

A família de Sharapova fugiu da cidade bielorrussa de Gomel em 1987 depois da tragédia de Chernobyl, mudando-se para a região da Sibéria, onde a atleta nasceu.

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