Milhares continuam protestos nos EUA contra vitória de Trump

Em Los Angeles

  • Michael P. King/AP

    Pessoas protestam contra Trump em ruas de Madison, capital do Estado de Wisconsin

    Pessoas protestam contra Trump em ruas de Madison, capital do Estado de Wisconsin

O grito "não é meu presidente" voltou a ecoar nesta quinta-feira (10), sendo repetido por milhares de pessoas - estudantes em sua maioria - em protestos em várias cidades dos Estados Unidos contra a vitória de Donald Trump.

Entre as 300 pessoas que protestaram em Baltimore, uma faixa dizia: "não escolhi o ódio como meu presidente".

Também ocorreram protestos em Chicago, Denver, Dallas e outras cidades na noite desta quinta.

"Não posso defender uma pessoa que legitimou o sexismo, o racismo e a xenofobia. Se você tem um amigo muçulmano, um amigo gay, um amigo negro, precisa estar aqui. Estou furiosa com meus amigos brancos que votaram nele", declarou Elizabeth Byrd, uma terapeuta de 30 anos que trabalha em uma escola pública do Colorado.

"Estamos mostrando como serão os próximos quatro anos. Serão quatro anos de resistência", disse Kaila Philo, uma estudante de 21 anos, ao jornal "Baltimore Sun".

Centenas de alunos da prestigiosa Universidade de Los Angeles (UCLA) se reuniram no campus para expressar sua frustração com o resultado eleitoral de terça-feira (8).

"Estou muito enojada, frustrada. Recebi a notícia da eleição chorando (...). É asqueroso que esse racista, fascista, homofóbico vá liderar esse país que deu gigantescos passos para frente com o governo de [Barack] Obama. Agora, damos um passo gigante para trás", disse à AFP a estudante de Letras Aneesa Yousefi, 21.

Os discursos nos microfones foram aumentando de tom. "Não nos renderemos! Em quatro anos, verão", lançou uma estudante entre os aplausos da pequena audiência.

"Temos de nos unir contra Trump, todas as minorias", defendeu Daisy Rivera, 24, que tinha um cartaz em espanhol, que dizia "O povo unido jamais será vencido".

O prefeito de Los Angeles, Eric Garcetti, elogiou os protestos pacíficos e pediu que os manifestantes se mantenham afastados das autopistas e não destruam propriedades.

"Foi uma eleição muito traumática. Há muita divisão e podemos culpar os dois lados, mas foram ditas coisas que não eram partidárias sobre mulheres, nossos irmãos muçulmanos e imigrantes."

Em São Francisco, 560 km ao norte de Los Angeles, estudantes de uma escola de ensino médio bloquearam o trânsito para marchar até a prefeitura.

"Protestamos, porque queremos defender nossos direitos e merecemos ser ouvidos", disse Pamela Campos, 18, ao jornal "San Francisco Chronicle".

Cerca de 200 pessoas também se concentraram no Washington Square Park de Manhattan. Protestos foram registrados em outras cidades dos estados da Califórnia e do Texas.

Na quarta-feira (9), milhares de pessoas já haviam tomado as ruas do país para expressar sua indignação com a surpreendente vitória do magnata. No fim de semana, novas mobilizações são esperadas.
 

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