Trump se reúne com equipe de transição em meio a novos protestos

Washington, 12 Nov 2016 (AFP) - Donald Trump se reúne de novo neste sábado para preparar a transição de poderes, depois que milhares de pessoas se manifestaram nas grandes cidades pela terceira noite consecutiva contra sua eleição.

O magnata afirmou em entrevistas dadas na véspera que está considerando fazer emendas à reforma do sistema de saúde promovido pelo presidente Barack Obama, conhecido como Obamacare, em uma mudança de posição em relação às promessas feitas durante a campanha.

Também mal começou o processo de transição, Trump já anunciou uma mudança em sua equipe, que agora será liderada por seu vice, Mike Pence, colocando o governador de Nova Jersey, Chris Christie, em um segundo plano.

"A missão da nossa equipe será clara: juntar o grupo mais altamente qualificado de líderes bem-sucedidos, que será capaz de implementar nossa agenda de mudança em Washington", declarou Trump, em uma nota, enquanto sua equipe se reunia na sexta-feira na Trump Tower, em Nova York.

Farão parte do Comitê Executivo da equipe de transição o presidente do Comitê Nacional Republicano, Reince Priebus, assim como três filhos do magnata nova-iorquino - Donald Trump Jr., Eric Trump e Ivanka Trump.

Outros nomes da equipe de transição são o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani, o ex-presidente da Câmara de Representantes, Newt Gingrich, o senador Jeff Sessions, defensor de uma linha dura com os imigrantes, e o médico Ben Carson, que também disputou as primárias do partido.

Trump passará mais um dia trancado com seu grupo mais próximo de assessores em seus escritórios em Nova York, coordenando a definição da equipe que organizará a transição ao novo governo.

Enquanto isso, várias cidades americanas realizaram pela terceira noite consecutiva, uma série de protestos contra o presidente eleito.

Milhares de pessoas, entre elas famílias e crianças, encheram as ruas de Nova York exibindo cartazes pedindo "Paz e amor" e dizendo que "Seu muro não vai vai ficar no nosso caminho", referindo-se ao muro que Trump prometeu construir para isolar o país do vizinho México.

Esta foi a terceira manifestação contra Donald Trump em Nova York, que se orgulha da sua diversidade e vota tradicionalmente nos democratas, apesar de ser a cidade do presidente eleito.

"Estamos aqui para apoiar todas as pessoas que Trump ofendeu, para mostrar aos nossos filhos que temos voz, para defender os direitos das pessoas", disse à AFP Kim Bayer, 41 anos, que foi ao protesto com a filha, a irmã e uma sobrinha.

"Temos medo que um governo de Trump seja um desastre para os direitos humanos. Nunca tive tanto medo na minha vida. Temos que sair para protestar, e de maneira ruidosa".

Alguns meios de comunicação falaram da presença de 4.000 pessoas nos protestos.

Em Portland, Oregon, um manifestante foi baleado, mas não corre risco de vida depois que a polícia interviu pensando ser um confronto.

Mais de mil pessoas se reuniram em Miami, e uma série de protestos está programado esta semana para várias cidades americanas.

Algumas pessoas agitavam bandeiras mexicanas ou cartazes com o rosto da democrata Hillary Clinton, derrotada por Trump.

Em Orlando, no centro da Flórida, o protesto ocorreu no parque do lago Eola, para "reafirmar que não apoiamos, nem nunca apoiaremos os valores que Trump representa".

Outra manifestação reuniu cerca de 100 pessoas diante da Trump Tower de West Palm Beach, 115 km ao norte de Miami.

Trump realizou uma campanha agressiva, repleta de insultos e ataques a mulheres, muçulmanos, mexicanos e imigrantes ilegais.

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