Desmantelada na Espanha rede de tráfico de menores, sete foram presos

Madri, 13 Nov 2016 (AFP) - A Polícia espanhola anunciou neste domingo (13) a prisão de sete pessoas ligadas a uma rede de exploração sexual de 29 sul-americanas, entre jovens e menores, na região de Murcia, no sudeste do país.

Quatro dos detidos são espanhóis; dois, colombianos; e um, boliviano.

Duas mulheres entraram em contato com as vítimas, pelo Facebook.

"Para atraí-las, usavam como isca uma oferta de emprego, como camareiras, aproveitando-se de sua juventude e de seu estado de necessidade", relatou o comunicado.

"O estabelecimento contava com espaços reservados e quartos preparados com banheiras de hidromassagem e camas", acrescentou o texto.

"O líder chegou a oferecer a várias menores participar de um espetáculo pornográfico privado, pelo qual cobrariam elevadas quantias de dinheiro", completou a Polícia.

As vítimas eram todas originárias da América do Sul, afirmou uma porta-voz da Polícia, sem divulgar as nacionalidades.

O chefe do grupo, cuja mulher e irmão também foram detidos, era dono de dois clubes de prostituição, em Murcia e na localidade próxima de Santomera, onde as jovens tinham de oferecer seus serviços sexuais aos clientes.

"Alegando que tinha de provar o valor dessas jovens" - completou o comunicado -, o proprietário do estabelecimento de Santomera, "manteve relações sexuais com várias vítimas, sendo três delas menores nesse momento".

Em 2015, a ONG espanhola Anesvad, comprometida com a luta contra o tráfico de seres humanos, calculou que 80% das prostitutas na Espanha trabalham contra sua vontade. A maioria chega de Romênia, Brasil, Paraguai, Nigéria e China, de acordo com o Ministério espanhol do Interior.

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