Em entrevista, Trump baixa o tom e tenta tranquilizar americanos

Washington, 14 Nov 2016 (AFP) - Em entrevista exibida neste domingo (13) no canal CBS, o presidente recém-eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, disse estar "entristecido" com as notícias sobre perseguições e intimidações a minorias, deflagradas após sua vitória nas urnas, e finalmente pediu seu fim.

"Odeio ouvir isso. Estou tão entristecido de ouvir isso", declarou ele, no programa "60 Minutes", em sua primeira longa entrevista desde que foi eleito.

Em seguida, afirmou claramente: "Se isso ajuda, vou dizer isso, e vou dizer direto para as câmeras: parem com isso".

Na mesma conversa, garantiu aos americanos que vêm tomando as ruas em inúmeras cidades do país que eles não têm razão para ter medo do futuro.

"Não tenham medo. Vamos trazer nosso país de volta", assegurou.

Ele insistiu, porém, em que - em muitos casos - se trata de manifestantes "profissionais".

"Acabamos de ter uma eleição e a gente deveria ter algum tempo. Tem gente protestando. Se Hillary (Clinton) tivesse ganhado, e meus eleitores estivessem protestando, todos diriam 'oh, que coisa horrível', e teria uma atitude diferente", comentou.

"Há dois pesos e duas medidas aqui", reclamou.

Outro ponto abordado - caro ao eleitorado conservador - diz respeito às suas indicações à Suprema Corte.

Segundo ele, os juízes serão favoráveis a restrições ao aborto e defenderão o direito constitucional de portar armas, mantendo os direitos em vigor sobre seu acesso e posse.

"Os juízes serão pró-vida", afirmou, acrescentando que "em termos de toda a situação das armas, serão muito pró-Segunda Emenda".

Em mais um tema polêmico, o magnata republicano garantiu que não buscará derrogar a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo no país.

"É a lei. Foi estabelecida pela Suprema Corte, quero dizer, está feito", frisou, ao ser questionado sobre se apoia uniões gays.

"E eu - eu não tenho problemas com isso", completou.

Com uma fortuna estimada em US$ 3,7 bilhões, o republicano revelou que abrirá mão do salário de presidente - US$ 400 mil ao ano - e receberá o valor simbólico de US$ 1 ao ano, obrigatório por lei.

"Não vou ficar com o salário. Não vou ficar", disse ao "60 Minutes", confirmando uma promessa de campanha, feita em um vídeo em setembro passado.

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