Soldado transgênero que vazou informações pede que Obama reduza sua condenação

Em Nova York

  • Montagem/Arquivo/Exército dos EUA

    Chelsea Manning, conhecida anteriormente com o nome de Bradley Manning

    Chelsea Manning, conhecida anteriormente com o nome de Bradley Manning

A soldado transgênero Chelsea Manning, condenada por vazar informações confidenciais ao site WikiLeaks, pediu ao presidente Barack Obama que reduza sua pena de 35 anos antes de deixar a Casa Branca, informou o jornal "The New York Times".

A militar, conhecida anteriormente com o nome de Bradley Manning, foi sentenciada em agosto de 2013 por facilitar mais de 700 mil documentos ao site de Julian Assange.

Manning, de 28 anos, insistiu que não está pedindo perdão, e sim uma redução da condenação.

"A única coisa que peço é poder sair da prisão depois de seis anos de confinamento (...) por não ter tido a intenção de prejudicar os interesses dos Estados Unidos ou de nenhum membro do exército", afirmou em carta ao jornal.

A soldado já tentou se suicidar em duas ocasiões e fez greve de fome em setembro na prisão de Fort Leavenworth, situada no Kansas (centro), com o objetivo de receber atenção necessária para sua mudança de sexo.

Considerada uma heroína por um setor da sociedade por ter revelado práticas do governo nas guerra do Iraque e Afeganistão, a Justiça a denunciou por traição ao considerar que colocou o país e seus companheiros de farda em perigo.

O pedido formal de Manning inclui cartas de Daniel Ellsberg, ex-funcionário que revelou documentos secretos do Pentágono sobre a Guerra do Vietnã em 1971, do jornalista Glenn Greenwald e do ex-promotor militar Morris Davis.

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