Aumento do retorno de extremistas preocupa a Europa (ministro belga)

Bruxelas, 15 Nov 2016 (AFP) - A possível aceleração do retorno à Europa de "combatentes estrangeiros", que lutam nas fileiras da organização extremista Estado Islâmico, devido às suas derrotas militares no Iraque e na Síria, preocupa os países europeus, afirmou nesta terça-feira o chanceler belga, Didier Reynders.

"Graças aos avanços que fizemos na coalizão militar [liderada pelos Estados Unidos] no Iraque e na Síria, vemos a reconquista de cidades, de províncias inteiras, mas há uma preocupação com um maior retorno destes combatentes estrangeiros aos nossos países", explicou Reynders.

Esta situação torna ainda mais necessário "reforçar" as trocas de informações entre os países de origem dos combatentes, independentemente de serem europeus, acrescentou ao final de uma reunião com o contraparte francês, Jean-Marc Ayrault.

Vários extremistas que atacaram em Paris em novembro de 2015 (130 mortos) e em Bruxelas em março passado (32 mortos) viviam na Bélgica.

Os chanceleres francês e belga destacaram avanços nas trocas de informações entre os dois países. "Não só não cooperávamos então, mas (agora) a cooperação é mais próxima, muito mais fluida", declarou Ayrault, perguntado sobre a evolução desta cooperação desde os atentados do ano passado em Paris.

Na segunda-feira, os serviços secretos holandeses expressaram em um informe sua preocupação com o retorno dos extremistas, diante de um declínio do denominado califado, criado pelo Estado Islâmico na Síria e no Iraque.

"Já temos pessoas em contato oficialmente com as embaixadas para poder voltar, especialmente mulheres e crianças", afirmou à AFP na semana passada o procurador-geral belga, Frédéric Van Leeuw, que insistiu na necessidade de prever dispositivos adequados para atender menores "educados na violência".

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