Cristina Kirchner decide enfrentar Justiça em processo por operações cambiais

Buenos Aires, 15 Nov 2016 (AFP) - A ex-presidente argentina Cristina Kirchner desistiu de recorrer na Justiça para poder se defender em um julgamento oral no processo por prejuízo ao Estado em operações cambiais do Banco Central no fim de seu governo - informou seu advogado nesta segunda-feira (14).

Na última sexta (11), uma Câmara de Apelações confirmou o processo aberto em maio deste ano pelo juiz federal Claudio Bonadío. Nele, também se determina um embargo de 15 milhões de pesos (cerca de US$ 1 milhão). Cristina é acusada de acarretar danos financeiros ao Banco Central por suas medidas contra a desvalorização em 2015.

A ex-presidente (2007/2015) não quis apelar da sentença da Câmara.

Kirchner "quer se defender em um julgamento oral e público. Desde o primeiro momento, pediu para ir a um julgamento oral, porque quer dar explicações sobre isso, e foi uma decisão minha lhe dizer que não", explicou seu advogado Carlos Beraldi à Rádio 10.

Segundo ele, a acusação é "escandalosa e não tem argumento fático e jurídico".

A Câmara de Apelações também confirmou ainda os processos e os embargos contra o ex-ministro da Economia Axel Kicillof, o ex-presidente do Banco Central Alejandro Vanoli e outros 12 ex-membros da direção do Banco Central.

Segundo o juiz Bonadío, quando Kirchner era presidente, promoveu no Banco Central a venda de dólares no mercado futuro a preços baixos, o que provocou um forte prejuízo quando o novo governo desvalorizou a moeda argentina.

Em sua defesa, Kirchner afirmou que aqueles que compraram os dólares no mercado futuro foram, em sua maioria, empresários. Muitos deles são, atualmente, funcionários do governo de Mauricio Macri.

Uma das primeiras medidas do presidente Macri ao assumir o governo, em 10 de dezembro passado, foi liberar o câmbio. A desvalorização do peso foi de 32%.

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