Relatório aponta que Londres segue sem estratégia sobre o Brexit

Londres, 15 Nov 2016 (AFP) - O governo britânico ainda não definiu a sua estratégia para o Brexit e a magnitude da tarefa poderia exigir até 30.000 recrutamentos adicionais, aponta um relatório divulgado nesta terça-feira pelo Times.

Datado de 7 de novembro e intitulado "Atualização sobre o Brexit", o documento foi escrito por um consultor que trabalha para o governo conservador da primeira-ministra Theresa May. Ele traça um retrato perturbador sobre o processo em curso.

O relatório descreve um executivo desmoronando sob o peso de "mais de 500 projetos" relacionados ao Brexit, um número "superior a (sua) capacidade de processar rapidamente", especialmente por causa da insuficiência de pessoal para lidar com a carga de trabalho.

O documento acredita que o governo pode precisar contratar de 10.000 a 30.000 funcionários para lidar com a situação, e também observa que apesar das inúmeras discussões desde o referendo de 23 de junho, membros do governo ainda podem precisar de mais seis meses para chegar a um acordo sobre a estratégia de saída da UE.

Este atraso é devido à extrema complexidade do caso, às divisões dentro do governo sobre a futura direção do Brexit, mas também em razão da propensão de Theresa a não delegar tarefas, um estilo de governo que o relatório considera dificilmente compatível com a difícil tarefa que constitui a saída da UE.

"Temos um plano", reagiu a porta-voz da primeira-ministra Theresa May, explicando que entre outras medidas o documento prevê a implantação de um novo departamento para "dirigir e coordenar as negociações" do Brexit.

Pouco antes, a porta-voz havia negado que o governo tivesse providenciado esse documento. "Não reconhecemos nenhumas das afirmações desse relatório não solicitado por uma consultora que quer fazer negócios com o governo", disse citando Deloitte, que confirmou depois que o governo não o havia encomendado.

Segundo o memorando, o atraso em executar um plano para aplicar o resultado do referendo de 23 de junho se deve à complexidade do Brexit, às divisões no interior do governo e também à tendência de May de não delegar funções.

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