Servidores do Rio protestam contra plano de austeridade

Rio de Janeiro, 16 Nov 2016 (AFP) - Centenas de professores, enfermeiros, bombeiros, policiais e outras categorias de servidores protestavam nesta quarta-feira no Rio de Janeiro contra o "pacote de maldades", como chamam os duros cortes propostos pelo governo do estado quebrado pelas dívidas.

Os manifestantes se concentravam desde a manhã em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), onde os legisladores iniciavam a discussão das medidas impulsionadas pelo governador Luiz Fernando Pezão, do PMDB.

Com discursos vindos de um caminhão de som e apitos estridentes, os participantes esperavam ser ouvidos dentro da Alerj, isolada por grades e protegida por centenas de policiais.

Nos últimos dias, o governo estadual voltou atrás no projeto de aumentar de 11% para 30% o desconto aplicado às aposentadorias do funcionários públicos, que se limitaria a 14%.

Outras propostas preveem o aumento das tarifas dos transportes públicos, de luz, gás e telecomunicações, assim como cortes em programas assistenciais para os setores mais necessitados, como o do Aluguel Social e do Renda Melhor.

"Estamos unidos contra este pacote de maldades. Não pagaremos pela má administração do governo", disse à AFP Zulema Quintanilha, funcionária do poder judiciário estadual.

Os cortes "retiram direitos" e em muitos casos são "inconstitucionais", como no de uma dupla tributação sobre salários, denunciou o delegado José Oliver, da Polícia Civil.

"Com os Jogos Olímpicos, desalojaram comunidades carentes com a promessa de ajudá-las com o aluguel social e de instalá-las em conjuntos habitacionais. Mas os enganaram", acrescenta Oliver, de 56 anos, acompanhado por dezenas de colegas com camisas que os identificam como membros desse órgão de segurança.

Em meio à pior recessão nacional em um século e atingido pela queda dos preços do petróleo, o Rio de Janeiro está praticamente quebrado com um déficit de 17,5 bilhões de reais previsto para este ano.

Na semana passada, 200 manifestantes, boa parte deles funcionários públicos e policiais, invadiram a Assembleia Legislativa e causaram destruição em um protesto contra o plano de austeridade.

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