Brasil autoriza saída sob fiança de dirigente olímpico irlandês (tribunal)

Rio de Janeiro, 17 Nov 2016 (AFP) - O Juizado do Torcedor e de Grandes Eventos autorizou nesta quarta-feira (16) a saída do país do presidente do Comitê Olímpico Irlandês (OCI), Patrick Hickey, detido pela suposta venda ilegal de ingressos durante os Jogos Olímpicos do Rio, sob fiança de 1,5 milhão de reais.

A juíza Juliana Leal de Melo, do juizado, condicionou a devolução do passaporte de Hickey, de 71 anos, ao pagamento desta fiança para que possa se submeter a "um tratamento de saúde", informou a Justiça do Rio em um comunicado.

"Comprovado o pagamento da fiança estabelecida e com o compromisso de cooperação do réu com a Justiça, autorizo a liberação de seu passaporte para que deixe o país para tratar de sua saúde", determinou a juíza.

Hickey, que é dirigente do Comitê Olímpico Europeu e membro do Comitê Olímpico Internacional (COI), foi detido em 17 de agosto em um luxuoso hotel do Rio, acusado de participar de uma rede de revenda ilegal de ingressos. O esquema teria rendido pelo menos 10 milhões de reais.

Ele se afastou, temporariamente, de suas funções depois da detenção.

Diante dos problemas cardíacos, em 29 de agosto, a prisão preventiva do dirigente, que estava proibido de deixar o país, foi revogada.

Em setembro, Hickey divulgou um comunicado, no qual se declarou "completamente inocente" das acusações que pesam contra ele e prometeu defender seu nome e sua reputação.

O governo irlandês lançou uma investigação independente sobre a revenda ilegal de entradas, estendendo-a até os Jogos de Londres e de Sochi.

Na terça-feira (15), na reunião da Associação de Comitês Olímpicos Nacionais (ANOC) de Doha, vários dirigentes pediram publicamente que o Brasil autorizasse o retorno de Hickey para a Irlanda.

"Patrick Hickey foi acusado de crimes que não acreditamos que ele tenha cometido (...) esperamos que seja autorizado a voltar para casa para poder provar sua inocência", afirmou o presidente do Comitê Olímpico Europeu, Janez Kocijancic.

"Não pedimos misericórdia, mas uma medida humanitária", justificou.

A família do dirigente olímpico já havia pedido ao ministro irlandês das Relações Exteriores, Charles Flanagan, e a seu colega dos Esportes, Shane Ross, que "interviessem imediatamente" no caso.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos