Peru reforça segurança antiterrorista por cúpula da Apec

Lima, 17 Nov 2016 (AFP) - A polícia antiterrorista do Peru aumentou seu nível de alerta na previsão de atentados de grupos internacionais por conta da cúpula da Apec em Lima, onde participam os presidentes dos Estados Unidos, Rússia e China, entre outros líderes mundiais.

Precisamente, no auge da reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), a polícia antiterrorista peruana reforçou este ano sua preparação contra grupos islâmicos com cursos de inteligência, indicou à AFP uma fonte de segurança que pediu anonimato.

O Peru recebeu a assessoria de especialistas de Estados Unidos, Israel e Espanha através de representantes da equipe de inteligência desses países que participaram em março e maio do chamado "Primeiro seminário internacional sobre terrorismo islâmico e seu impacto na América Latina".

Até o momento, o Peru não tem sido cenário de atendados extremistas, apesar de em outubro de 2014, com o apoio da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, em inglês), tenha detido um libanês acusado de terrorismo por integrar o movimento Hezbollah.

O libanês, cujo nome é Muhammad Ghaled Hamdar, permanece preso no Peru e foi capturado no auge de uma operação de inteligência anterior à Conferência da ONU sobre o Clima (COP20) realizada em dezembro de 2014 em Lima.

A polícia antiterrorista do país, que existe desde 1980 quando surgiu a guerrilha maoista do Sendero Luminoso, criou uma divisão de "terrorismo internacional" após os atentados extremistas de 11 de setembro de 2001 nos EUA.

A preocupação pelos atentados surgiu depois de um incêndio na quarta-feira que deixou quatro mortos em um shopping localizado a alguns passos do hotel onde, segundo a polícia peruana, se hospedará no fim de semana a delegação dos Estados Unidos e, provavelmente, seu presidente Barack Obama.

As autoridades descartaram que o acidente tenha sido causado por um ataque terrorista e privilegiaram a pista de um curto circuito em uma das salas de cinema.

"Não existe nenhuma evidência ou suspeita de que possa ter sido um feito internacional. Mas será realizada uma investigação", disse o ministro do Interior, Carlos Basombrío, que descartou uma ação terrorista na origem do incêndio.

"Isso não tem nenhuma relação com os encontros da Apec, não há nenhum indício de algo sobre isso. Está descartado, a segurança da Apec está garantida", enfatizou Basombrío sobre a cúpula do Fórum da Apec, que será realizado de 17 a 20 de novembro na capital peruana.

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