Rússia 'limitou' pirataria nos EUA (chefe da Inteligência)

Washington, 17 Nov 2016 (AFP) - Os ataques cibernéticos russos contra alvos políticos e comerciais americanos, incluindo o Partido Democrata, foram "limitados" desde que Washington denunciou Moscou publicamente, disse na quinta-feira o chefe da inteligência dos Estados Unidos, James Clapper.

Em uma audiência no Congresso, Clapper assinalou que a acusação formal e a ameaça de represália por parte de altos funcionários, realizada em 7 de outubro, parece ter conseguido reduzir essa atividade.

"Por ter tido o efeito desejado, já que depois da declaração e da comunicação entre nosso governo e o da Rússia, parece que isso limitou a atividade cibernética nas quais os russos estiveram envolvidos", assinalou.

A pirataria russa foi revelada depois que o WikiLeaks começou a publicar em julho os e-mails do Partido Democrata, que complicaram a então candidata Hillary Clinton em sua campanha para chegar à Casa Branca contra o agora presidente eleito Donald Trump.

Depois de mais de dois meses dos vazamentos, o Departamento de Segurança Nacional e o gabinete do Diretor-Geral de Inteligência acusaram, no início do mês passado, o governo russo de interferir nas eleições.

"Acreditamos, baseados no alcance e na sensibilidade desses esforços, que apenas oficiais superiores russos poderiam ter autorizado essas atividades", assinalaram em uma declaração conjunta.

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