Trump pode anunciar neste domingo novos nomes do seu gabinete

Bedminster, Estados Unidos, 20 Nov 2016 (AFP) - Recolhido em seu clube de golfe de Nova Jersey, a 90 minutos de Manhattan, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, continua com a sua maratona de reuniões, e espera-se que ele anuncie neste domingo novos nomes da sua futura administração.

O milionário republicano prometeu aos jornalistas que eles "escutarão algo" neste domingo. "Muitos patriotas virão a Bedminster hoje enquanto continuo preenchendo os postos necessários para TORNAR A AMÉRICA GRANDE DE NOVO", escreveu Trump no Twitter.

O presidente eleito mantém, assim, o suspense sobre a formação do seu gabinete depois da vitória republicana sobre a democrata Hillary Clinton na eleição de 8 de novembro. Trump assumirá o cargo em 20 de janeiro.

Ante a pergunta de se o governador de Nova Jersey, Chris Christie, seria desqualificado da competição pela sua implicação em um escândalo, o magnata respondeu: "Gostamos muito do Chris".

Outros políticos irão neste domingo até o luxuoso clube de golfe de Trump, como o candidato a secretário de Estado e ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani; o defensor da "autodeportação" de indocumentados Kris Kobach; os investidores milionários Wilbur Ross (cogitado para secretário de Comércio) e David McCormick, e o escritor conservador John Gray.

Trump também se encontrará com Bob Johnson, o fundador do Black Entertainment Television, que nesta semana urgiu aos afro-americanos que votem no que mais lhes convenha, em vez de se casarem com um partido político.

Até agora, o presidente eleito nomeou figuras controversas, ultraconservadoras e criticadas pelo Partido Democrata e por organizações de defesa dos direitos civis, mas ao mesmo tempo abriu um ciclo de reuniões com republicanos moderados, ex-rivais, empresários e dirigentes da sociedade civil.

O silêncio de RomneyTrump e o vice-presidente eleito, Mike Pence, se reuniram no sábado com o candidato republicano à presidência em 2012, Mitt Romney, para uma "conversa substancial e profunda sobre o mundo dos negócios, a segurança nacional e o futuro dos Estados Unidos", segundo um comunicado da equipe encarregada da transição.

Romney é um dos nomes considerados para o posto de secretário de Estado, apesar de ter insultado Trump durante a campanha, descrevendo-o como uma "fraude" e criticando algumas das suas propostas, como a de proibir a entrada de muçulmanos estrangeiros no país.

Se fosse escolhido, Romney traria um olhar republicano mais ortodoxo para a política exterior.

Após a conversa, o candidato à secretário de Estado se absteve de dizer se tinham ou não lhe oferecido o posto.

Entre as outras figuras que foram recebidas no sábado em Bedminster estão o general aposentado James Mattis, potencial candidato ao Pentágono, e Michelle Rhee, controversa ex-diretora das escolas públicas de Washington, quem Trump qualificou de "muito talentosa".

Até o momento, Trump já anunciou as nomeações do senador ultraconservador Jeff Sessions à frente do Departamento de Justiça, e do congressista pelo Kansas Mike Pompeo, integrante do Tea Party, ala ultraconservadora do Partido Republicano, à frente da Agência Central de Inteligência (CIA).

Também anunciou o general aposentado Michael Flynn como seu assessor de Segurança Nacional, um posto que não requer a aprovação do Senado.

A nomeação de Sessions, por outro lado, deverá ser complicada, visto que nos anos 1980 este senador fez comentários racistas que lhe impediram de ser juiz federal para o resto da vida. O Senado terá a última palavra.

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