Líder das Farc ressalta "compromisso" para referendar acordo de paz no Congresso

Bogotá, 21 Nov 2016 (AFP) - O líder das Farc, Rodrigo Londoño (Timochenko), afirmou no domingo que existe um "compromisso" para referendar o novo acordo de paz com o governo da Colômbia via Congresso, depois que o pacto original foi rejeitado em um plebiscito.

"Este é o compromisso feito e esperamos que o Congresso esteja à altura do que a pátria está pedindo. Precisamos referendar o acordo para começar a estabelecer as bases e espalhar a semente da reconciliação e da paz", disse Timochenko ao ser questionado pelo canal RCN Televisión sobre a aprovação do acordo no Parlamento.

O líder guerrilheiro destacou que a vantagem deste mecanismo é o "que está mais à mão e o que é mais rápido".

"Eu acredito que quanto mais tempo se dilata a aprovação do acordo, mais espaço se dá aos setores que não querem a paz", completou.

Timochenko também afirmou que a assinatura do acordo, que deve acontecer nos próximos dias, está sendo preparada.

O governo, no entanto, indicou no domingo que a data e o local da assinatura não estão definidos.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) alcançaram há uma semana um segundo acordo de paz com o governo do presidente Juan Manuel Santos, no qual foram incluídos alguns pedidos da oposição, depois que o primeiro acordo foi rejeitado em um plebiscito em 2 de outubro.

Santos disse que o novo pacto deve ser apresentado na quarta-feira ao Congresso para debates e, embora também tenha afirmado que é favorável à aprovação no Parlamento, onde tem maioria, disse que ainda é necessário chegar a um acordo neste sentido com as Farc.

As partes insistem na necessidade de uma rápida aprovação e implementação. Especialmente depois que foram anunciadas as mortes de dois membros das Farc em supostos confrontos com o exército, apesar do cessar-fogo decretado em 29 de agosto.

As negociações de paz pretendem acabar com um conflito armado de meio século que também inclui outras guerrilhas, paramilitares e agentes estatais.

O conflito deixou pelo menos 260.000 mortos, 60.000 desaparecidos e 6,9 milhões de deslocados.

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