Veja as diferenças entre os dois candidatos das primárias da direita francesa

Paris, 21 Nov 2016 (AFP) - Os ex-primeiros-ministros François Fillon e Alain Juppé, que se enfrentarão no próximo domingo na segunda etapa das primárias da direita francesa, propõem cortes drásticos e o fim da jornada de trabalho de 35 horas.

Ainda que concordem nos projetos econômicos liberais, diferem em vários pontos da política exterior e em temas de sociedade.

ECONOMIADiante de um fraco crescimento e uma taxa de desemprego de 10% na França, ambos os candidatos propõem o fim da jornada de trabalho de 35 horas.

François Fillon quer o retorno da jornada de 39 horas no funcionalismo público e que as empresas do setor privado negociem internamente o horário de trabalho semanal com um limite de 48 horas. Juppé quer delimitar a semana de trabalho em 39 horas.

Ambos planejam suprimir o Imposto de Solidariedade sobre a Fortuna (ISF), fazer cortes drástico no gasto público, aumentar o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) - dois pontos Fillon, um Juppé - e aumentar a idade para aposentadoria de 62 para 65 anos.

Fillon, partidário de um choque liberal, propõe suprimir 500.000 cargos públicos em cinco anos. Seu rival fala em uma redução de 200.000 a 300.000 funcionários.

SEGURANÇAFrançois Fillon deseja "restabelecer a autoridade do Estado" outorgando um pacote de 12 bilhões de euros adicionais para a polícia e justiça.

Quer impedir que os extremistas que foram lutar na Síria retornem à França e é a favor de retirar a nacionalidade francesa deles. Se posicionou a favor de expulsar os estrangeiros "que pertencem a redes terroristas".

Alain Juppé prefere 10.000 policiais e gendarmes adicionais no país, "expulsar os estrangeiros radicalizados que forem condenados" e colocar em prisão domiciliar os indivíduos radicalizados e considerados perigosos.

POLÍTICA EXTERIORFillon é a favor de uma aproximação estratégica com a Rússia e a Síria. Quer retirar o embargo imposto a Moscou após a anexação da Crimeia e cooperar com a Rússia no conflito sírio. Se posiciona a favor de uma aliança com o presidente sírio Bashar al-Assad e uma coalizão com a Rússia para erradicar o grupo extremista Estado Islâmico (EI).

Juppé prefere um diálogo com Moscou, mas mantém uma posição muito crítica em relação à política feita pelo Kremlin na Síria. Condena os bombardeios russos sobre Aleppo e a aliança do presidente russo, Vladimir Putin, com o regime de Assad. Se opõe a uma intervenção militar terrestre na Síria.

IMIGRAÇÃO E ISLÃAmbos são a favor da adoção de cotas para a imigração. Juppé quer endurecer as condições para obter a nacionalidade francesa, enquanto Fillon sugere que os estrangeiros tenham um acesso limitado às prestações de segurança social.

Fillon, que considera que exista "um aumento do integrismo muçulmano na França", propõe a proibição do burkini, o traje de banho islâmico.

Juppé planeja a criação de um código que compile "valores não negociáveis" e "um pacto com os muçulmanos" sobre o financiamento das mesquitas na França e a formação dos imãs.

FAMÍLIANenhum dos candidatos modificará a lei sobre o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo adotada em 2013.

Entretanto, Fillon, católico e pai de cinco filhos, é contra a adoção plena por parte de casais do mesmo sexo. Juppé prefere não reabrir o debate.

Ambos propõem uma política muito favorável às famílias.

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