Maduro atribui julgamento de sobrinhos nos EUA a 'ataques do imperialismo'

Caracas, 25 Nov 2016 (AFP) - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, atribuiu nesta sexta-feira (25) o caso de dois sobrinhos de sua mulher declarados culpados de tráfico de drogas nos Estados Unidos a um ataque deliberado do "imperialismo".

Em sua primeira reação uma semana depois da condenação, Maduro denunciou o processo judicial como "ataques" do "imperialismo" à primeira-dama, Cilia Flores, a quem chamou de "líder revolucionária".

"Vocês acha que (os ataques) são coincidência? Que o imperialismo tenha criado um caso que tem como único objetivo atacar a primeira-dama, a primeira-combatente, a mulher do presidente, vocês acreditam que seja coincidência?", questionou Maduro em um comício.

A ex-presidente do Parlamento e ex-procuradora-geral da República, Cilia Flores, participou do ato.

Em 18 de novembro, a Justiça americana declarou Efraín Campos Flores e Franqui Francisco Flores de Freitas culpados de conspiração para levar 800 quilos de cocaína para os Estados Unidos, assim como de conspiração para fabricar e distribuir droga nesse país.

Durante um ato em Caracas pelo Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, Maduro garantiu que os "ataques" contra sua mulher fazem parte de uma "política dirigida a acabar com uma das grandes forças espirituais da revolução, que é o despertar da consciência e dos direitos históricos da mulher".

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