Número de civis mortos em ataques da coalizão contra EI supera 170

Washington, 1 dez 2016 (AFP) - A coalizão liderada pelos Estados Unidos que luta contra o Estado Islâmico (EI) indicou nesta quinta-feira que 54 civis foram mortos em sete ataques aéreos lançados entre março e outubro, elevando o total de vítimas para 173 desde o início da campanha, há dois anos.

"Apesar dos extraordinários esforços da coalizão para atacar apenas alvos militares de forma a minimizar o risco de baixas civis, em alguns casos essas baixas são inevitáveis", informou a coalizão em um comunicado.

O anúncio eleva o balanço oficial de civis mortos em ataques da coalizão para 173 desde que a campanha teve início no outono de 2014, embora críticos afirmem que a cifra real possa ser muito superior.

O ataque mais letal ocorreu em 18 de julho, quando uma aeronave da coalizão atacou um grupo de combatentes do EI perto de Manbij, na Síria, matando cerca de cem deles.

Mas, "até 24 civis que estavam dispersos em meio aos combatentes foram mortos, inadvertidamente, em um conhecido local do EI, onde nenhum civil tinha sido visto nas 24 horas anteriores ao ataque", informou a coalizão.

Em outro ataque em 28 de julho, também na Síria, 15 civis foram mortos quando um veículo do EI em movimento, alvo de ataque, reduziu a velocidade em uma área populosa.

Autoridades informaram que o veículo reduziu depois que uma bomba teleguiada foi liberada.

Em 22 de outubro, um ataque no Iraque contra uma posição do EI usada para atacar forças iraquianas resultou na morte de oito civis.

O grupo Airways, um coletivo de jornalistas e pesquisadores baseado em Londres, usa fontes, fotógrafos e veículos de mídia locais para manter uma lista atualizada de todos os ataques aéreos da coalizão.

O coletivo elogiou os esforços de confiabilidade do Pentágono em comparação com os outros atores do conflito na Síria, como a Rússia e o regime do presidente Bashar Al Assad, mas o grupo diz que o número de prováveis mortos civis em ataques aéreos da coalizão é de, no mínimo, 1.915.

Até 17 de novembro, data do balanço mais atual, a coalizão havia realizado um total de 16.291 ataques, cerca de dois terços deles no Iraque e o restante na Síria.

Autoridades da coalizão informaram também ter revisto recentemente outros doze relatórios de mortes civis, mas os mesmos foram considerados "não confiáveis".

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