Farc iniciam destruição de explosivos com base em acordo de paz

Bogotá, 2 dez 2016 (AFP) - As Farc começaram a "destruir materiais explosivos" e esperam "as primeiras libertações de rebeldes", após a entrada em vigor do acordo de paz firmado com o governo do presidente Juan Manuel Santos, anunciou nesta sexta-feira o chefe negociador guerrilheiro Iván Márquez.

"Estamos já no dia D+2 e os guerrilheiros, além de avançarem até os pontos de pré-reagrupamento, começaram a destruir materiais explosivos, de boa fé, e esperamos as primeiras libertações de rebeldes", disse Márquez durante entrevista coletiva.

O governo Santos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) firmaram na semana passada um acordo de paz, que foi renegociado para incluir propostas da oposição após a rejeição do pacto original, em um referendo.

Na quarta-feira, o acordo foi aprovado pelo Congresso, e no dia seguinte começaram a correr os prazos para a implementação do pacto, incluindo os 30 dias para que os membros da guerrilha estejam concentrados em 27 pontos, onde progressivamente entregarão suas armas, sob a supervisão das Nações Unidas.

"Queremos continuar a marcha das estruturas insurgentes para zonas e pontos transitórios de normalização, mas a logística ainda não está pronta para recebê-los, apesar de que nestas zonas ocorrerá o processo gradual de entrega de armas com prazo delimitado", acrescentou Márquez.

O guerrilheiro explicou que nesta sexta-feira se ativou a "criação da agrupação política que (...) se ocupará de gerar condições para a aparição do novo movimento ou partido político legal oriundo das Farc após o fim do processo de entrega das armas", no prazo de seis meses.

Esta agrupação será a que designará os três representantes das Farc que estarão no Senado e os outros três na Câmara de Representantes como delegados - sem direito a voto - na discussão dos projetos de lei relacionados à paz.

Como parte do acertado, também entrarão em funcionamento uma mesa técnica de segurança e uma unidade de busca de desaparecidos.

Em cinco décadas, o conflito armado colombiano deixou 260 mil mortos, 60 mil desaparecidos e 6,9 milhões de deslocados.

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