Maduro pede reunião com presidente uruguaio após suspensão da Venezuela do Mercosul

Caracas, 3 dez 2016 (AFP) - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pediu neste sábado uma reunião com o colega uruguaio, Tabaré Vázquez, para exercer o direito de defesa de seu país ante a suspensão de seus direitos como Estado membro do Mercosul.

Em rede nacional de rádio e TV, Maduro afirmou que "a Venezuela não reconhece esta decisão ilegítima, e segue exercendo a presidência temporária do Mercosul".

Os quatro países fundadores do bloco - Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - enviaram nesta sexta-feira um comunicado à Venezuela informando que seus direitos como membro pleno haviam sido suspensos.

Maduro criticou não ter podido se defender, e afirmou que irá recorrer da decisão "em todos os níveis internacionais".

"A Venezuela cumpriu 95% das normas do Mercosul. Há governos dos fundadores que não cumpriram, alguns estão com 70%", afirmou o venezuelano.

"É um golpe de Estado injusto e imoral da tríplice aliança, imposto pelo governo brasileiro, golpista, e a ultradireita argentina", denunciou Maduro, afirmando que a decisão foi tomada após um intenso lobby dos Estados Unidos em Brasília, Montevidéu e Assunção.

A Chancelaria venezuelana divulgou hoje um comunicado que classifica a decisão de fraudulenta.

"A sanção pretendida não tem base legal válida (...) Um grupo de chanceleres que confabulou para tramar uma fraude contra a instituição do Mercosul não pode substituir a sua legalidade", diz o texto.

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