Vitória da extrema-direita na França seria 'duro golpe' para Europa, diz Cameron

Nova Délhi, 3 dez 2016 (AFP) - O ex-primeiro-ministro britânico David Cameron declarou neste sábado em Nova Deli que uma vitória de Marine Le Pen, líder da extrema-direita na França, nas eleições presidenciais de maio de 2017 seria "um duro golpe" para a Europa.

A crescente popularidade de partidos extremistas na Europa Ocidental, que coincide com uma "rejeição do sistema" e um boom do "populismo", não significa o fim da globalização, mas mostra a necessidade de "fazer uma correção significativa na gestão" dos atuais desafios econômicos e culturais, afirmou Cameron em uma coletiva de imprensa organizada pelo jornal indiano Hindustan Times.

"Se Marine Le Pen for presidente, isso seria um duro golpe para o projeto europeu", declarou.

Após a derrota do seu partido no referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia, Cameron renunciou e foi substituído por Theresa May.

"Continuo pensando que seria melhor para o Reino Unido permanecer na União Europeia", disse. "Nós pensávamos, junto com nossos aliados, parceiros e amigos, que seria melhor continuar no bloco onde são tomadas as decisões que dizem respeito a nós", acrescentou.

Na França, as pesquisas apontam que a presidente da Frente Nacional, Marine Le Pen, estará no segundo turno das eleições presidenciais de 2017.

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