Imprensa chinesa se abstém de criticar Trump, mas ameaça Taiwan

Pequim, 5 dez 2016 (AFP) - A imprensa chinesa se absteve nesta segunda-feira de criticar Donald Trump, mas ameaçou Taiwan com represálias, após a conversa telefônica do presidente eleito dos Estados Unidos com a presidente de Taiwan, um fato inédito em 40 anos.

Trump atacou novamente no domingo a China, acusando o país asiático de desvalorizar sua moeda e de construir um "vasto complexo militar no mar da China do Sul".

À espera de uma reação oficial a estes comentários, os meios de comunicação chineses permanecem prudentes, como o GlobalTimes, que se contenta em lembrar em sua página da internet que "construir em seu território forma parte dos atributos da soberania".

Os editoriais culparam nesta segunda-feira a inexperiência diplomática do magnata ao fato de ter aceitado falar por telefone na sexta-feira com a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen.

Esta conversa recebeu "uma importância que não merece", estima o China Daily, que destaca a "inexperiência de Trump e de sua equipe de transição em matéria de relações exteriores".

Pequim considera Taiwan como uma de suas províncias e se opõe a qualquer relação oficial entre suas autoridades e líderes estrangeiros, uma postura respeitada pelos Estados Unidos há 40 anos.

"A questão de Taiwan forma parte dos assuntos mais sensíveis na Ásia oriental e se for mal gerida pode conduzir a uma guerra", escreve o Global Times, de posições nacionalistas e próximo à linha do regime chinês.

O jornal estima que seria inadequado criticar Trump, já que "continua sendo presidente eleito", mas propõe sancionar Taipé, fazendo-a perder "um ou dois aliados diplomáticos", entre os vinte Estados que a apoiam.

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