Cuba elogia fim da Posição Comum europeia, um 'vestígio do passado'

Havana, 6 dez 2016 (AFP) - Cuba elogiou a decisão da União Europeia (UE) de revogar a Posição Comum sobre Cuba, que vinculava sua cooperação a avanços em matéria de direitos humanos na ilha, uma decisão que entrará em vigor no dia 12 de dezembro.

"Para Cuba, era imperativo que tal vestígio do passado, contrário às bases de igualdade, reciprocidade e respeito, sobre as quais se alicerçam as relações com a União Europeia desde 2008, fosse completamente abolido", declarou o vice-chanceler Abelardo Moreno em um comunicado divulgado pelo ministério das Relações Exteriores.

O governo de Raúl Castro lembrou que sempre rejeitou a Posição Comum por "seu caráter de ingerência, seletivo e discriminatório".

"Esta política unilateral tinha sido superada de fato, como evidenciado pela evolução positiva nos últimos anos dos vínculos de Cuba com a União Europeia e os seus Estados-Membros", acrescentou.

Com a revogação, a UE aprovou a assinatura de um Acordo de Diálogo Político e Cooperação com a ilha no dia 12 de dezembro em Bruxelas na presença do chanceler cubano, Bruno Rodríguez.

A assinatura deste pacto diplomático e comercial com Cuba, o único país latino-americano sem acordo de associação ou de cooperação com a UE, será realizada menos de um mês depois da morte do líder cubano Fidel Castro.

Seu irmão Raúl, à frente do país desde 2006, realiza uma cautelosa e lenta abertura ao trabalho privado e ao investimento estrangeiro, e restabeleceu no ano passado as relações diplomáticas com os Estados Unidos.

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