Medidas de Trump dividem comércio e indústria

Nova York, 6 dez 2016 (AFP) - Um importante lobby de negócios dos Estados Unidos elogiou a ênfase do presidente eleito Donald Trump de estimular os empregos no setor manufatureiro no país, mas advertiu que pode ser contraproducente, se provocar uma guerra comercial.

"Neste ponto, sou otimista, mas parte da retórica me preocupa um pouco", reconheceu o diretor-executivo da Caterpillar e presidente da organização Business Roundtable, Doug Oberhelman.

Outros grupos empresariais também elogiaram, em linhas gerais, alguns dos primeiros sinais dados pelo governo Trump, incluindo a ênfase na redução de impostos e a reforma regulatória, assim como a seleção de vários membros do gabinete provenientes do setor privado.

Alguns, como a Câmara de Comércio e vários de seus líderes, manifestaram preocupação com as ameaças de protecionismo de Trump contra sócios comerciais, entre eles China e México, ou contra companhias "offshore".

Em entrevista coletiva, Oberhelman avaliou que as ameaças de Trump de aplicar tarifas de até 35% sobre as importações poderiam prejudicar empresas como a Caterpillar, que emprega milhares de pessoas em suas unidades no Meio-Oeste, onde produz equipamento pesado para vender no Brasil, na China, na Índia e em outros mercados.

Algumas das fábricas da Caterpillar exportam até 80% dos produtos fabricados nos Estados Unidos, disse Oberhelman, que deixa o cargo em março do ano que vem.

"Há uma quantidade de empregos por hora e empregos de produção para nossa companhia e para o nosso país que dependem desse comércio", insistiu Oberhelman.

"Assim, me preocupa represália por uma tarifa de 35%, ou alguma ação unilateral contra algum sócio comercial", completou.

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