Trump vai encarecer a comida dos canadenses, alerta estudo

Ottawa, 6 dez 2016 (AFP) - Os canadenses, assim como os americanos, pagarão mais por seus alimentos em 2017 se Donald Trump expulsar dos Estados Unidos os imigrantes em situação ilegal, inclusive os cerca de dois milhões de trabalhadores rurais, segundo um estudo publicado nesta terça-feira.

O Canadá produz muita carne, cereais e oleaginosas, mas depende em grande parte das importações de produtos frescos, especialmente no inverno.

Segundo pesquisadores da Universidade Dalhousie de Halifax, uma ofensiva contra os trabalhadores agrícolas em situação ilegal nos Estados Unidos poderia provocar uma redução da produtividade agrícola e elevar os preços.

"O 'efeito Trump' poderia aumentar o custo da nossa comida nos próximos anos", destaca o Relatório de Preços dos Alimentos do Canadá, feito pela universidade.

Anualmente, os Estados Unidos concedem visto a 66.000 trabalhadores agrícolas temporários. Mas os produtores também contratam dois milhões de trabalhadores ilegais para plantio e colheita.

"Sem este apoio, os níveis de produção americanos seriam afetados negativamente e impulsionariam os preços para cima", concluiu o informe.

Espera-se que o presidente eleito também dê subsídios aos produtores no âmbito da nova Lei Agrícola (Farm Bill), que aumentaria os preços das matérias-primas.

O estudo prevê um aumento médio de 3% a 5% nos preços que os canadenses pagarão por produtos frescos em 2017.

Os pesquisadores apontam, ainda, que os preços subirão porque 2017 será um ano mais frio, devido à seca contínua na Califórnia - origem de muitos produtos agrícolas importados pelo Canadá - e a novas tarifas para o carvão no Canadá, que afetarão o setor agrícola.

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