China pede que EUA impeçam trânsito da presidente de Taiwan

Pequim, 7 dez 2016 (AFP) - A China pediu nesta quarta-feira aos Estados Unidos que proíbam a presidente taiwanesa de transitar por seu território, após informações segundo as quais ela pode se reunir em janeiro em Nova York com membros do entorno do presidente eleito Donald Trump.

Trump provocou uma tempestade diplomática na sexta-feira ao aceitar falar por telefone com a presidente taiwanesa Tsai Ing-wen, rompendo com o compromisso de Washington de não ter relações oficiais com as autoridades da ilha.

Washington rompeu relações diplomáticas com a ilha em 1979 e reconhece Pequim como o único governo de uma "China única", embora mantenha laços amistosos não oficiais com Taiwan.

Taiwan está, de fato, separado politicamente da China comunista e dotado de um governo independente desde 1949, mas Pequim considera que a ilha forma parte do território nacional.

Um jornal de Taiwan, o "Liberty Times", informou que Tsai pode tentar se reunir com membros da equipe de Trump antes de começar uma visita à América Central. A presidência taiwanesa não confirmou estas informações.

As intenções de Tsai são evidentes, indicou um comunicado do ministério chinês das Relações Exteriores enviado à AFP. "Esperamos que os Estados Unidos respeitem o princípio de uma China única (...) e não autorizem este trânsito".

Segundo o Liberty Times, a viagem ocorreria pouco antes da posse de Donald Trump, em 20 de janeiro.

Taiwan tem relações diplomáticas com cerca de vinte pequenos Estados, a maioria no Pacífico, na América Central ou Caribe. Estes países não podem ter relações com a China comunista.

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