Coalizão já matou 50 mil combatentes do EI no Iraque e Síria

Washington, 8 dez 2016 (AFP) - Ao menos 50 mil combatentes do grupo extremista Estado Islâmico (EI) foram mortos pela coalizão liderada pelos Estados Unidos desde o início de suas operações na Síria e no Iraque, no fim de 2014, informou nesta quinta-feira um alto oficial americano.

"Não faço contas mórbidas, mas um número desta envergadura importa por seu impacto no inimigo", disse o oficial, acrescentando que a cifra de 50.000 é "uma estimativa conservadora".

Em videoconferência a partir de Bagdá, um porta-voz militar da coalizão declarou que "centenas de combatentes (do EI) já morreram" nos confrontos na região de Mossul, no Iraque.

O oficial lamentou que o EI envie "jovens combatentes, alguns adolescentes", para o campo de batalha.

Segundo o porta-voz, os veículos utilizados pelo EI em Mossul já não são tão sofisticados, com os jihadistas empregando "carros comuns" no lugar de blindados, que eram mais difíceis de deter.

"Seus recursos estão se esgotando", mas a situação "segue sendo extremamente perigosa", declarou o porta-voz.

O oficial destacou que a coalizão faz a "campanha de ataques mais impecável já realizada" devido ao número relativamente reduzido de vítimas civis.

A coalizão já realizou cerca de 16.600 ataques na Síria e no Iraque desde agosto de 2014, e admite ter matado 173 civis.

Mas segundo a organização Airwars - composta por jornalistas e investigadores que trabalham com fontes locais - o número de civis mortos nas operações da coalizão é de 1.915.

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