Coalizão comandada pelos EUA mata líder do EI na Síria

Washington, 10 dez 2016 (AFP) - A coalizão liderada pelos Estados Unidos matou em 26 de novembro o principal dirigente do grupo Estado Islâmico na Síria, Bubaker al-Hakim, durante um bombardeio aéreo à cidade de Raqa, informou o Pentágono neste sábado.

Este franco-tunisiano de 33 anos era "um quadro do EI e um terrorista de longa data, que manteve vínculos estreitos com outros jihadistas franceses e tunisianos", explicou um porta-voz do Departamento de Defesa americano à AFP.

Bubaker al-Hakim é suspeito, entre outros crimes, de ter atacado em 2013 dirigentes políticos tunisianos.

"Aviões da coalizão identificaram e mataram o tunisiano Bubaker al-Hakim, em Raqa, na Síria, em 26 de novembro", informou o porta-voz do Pentágono, Ben Sakrisson, em um comunicado enviado à AFP.

"Sua eliminação reduz a capacidade do EI de realizar ataques no Ocidente e priva o EI de um extremista veterano com muitos vínculos", acrescentou.

A morte de al-Hakim também "nega ao Estado Islâmico uma figura-chave muito envolvida no passado e no presente em operações exteriores".

Nascido em Paris, Bubaker al-Hakim é uma figura do islamismo violento muito conhecida dos serviços anti-terroristas franceses há uma década. Primeiro combateu nas fileiras da Al-Qaeda no Iraque entre 2003 e 2004 e depois se uniu ao EI.

Ele reivindicou o assassinato, em 2013, dos opositores laicos tunisianos Chokri Belaid e de Mohamed Brahmi. Foi condenado em maio de 2008, em Paris, a sete anos de prisão. Foi libertado em 2011.

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