Vigia de prédio onde indígena foi estuprada é morto na Colômbia

Bogotá, 10 dez 2016 (AFP) - O vigia do prédio onde foi estuprada e morta uma menina indígena de 7 anos na semana passada foi encontrado morto na sexta-feira, segundo as autoridades.

Identificado como Fernando Merchán, o segurança foi interrogado como parte das investigações do caso e foi encontrado morto em sua casa no sul de Bogotá em circunstâncias que ainda não foram esclarecidas, mas que apontam para um suicídio, pois junto ao corpo foi achada uma carta.

"O testemunho de Merchán nos deu muitas luzes para ter um melhor conhecimento do ocorrido", afirmou o procurador-geral Néstor Humberto Martínez ao comentar a morte do segurança.

O suspeito de ter estuprado e assassinado a menina, um caso estremeceu o país, foi preso na quarta até que seu julgamento seja concluído.

Em uma audiência que começou na noite de terça-feira e terminou na madrugada de quarta-feira, o juiz responsável pelo caso decretou a prisão preventiva para Rafael Uribe Noguera, de 38 anos, julgado pelo sequestro, estupro e homicídio de Yuliana Samboní, confirmou a mesma fonte à AFP.

Uribe Noguera, arquiteto e membro de uma família rica de Bogotá, é acusado de ter levado a menor à força, no domingo, do bairro pobre Bosque Calderón Tejada, no leste da cidade, até um luxuoso apartamento do qual é proprietário, situado em uma zona próxima, onde foi encontrado o corpo de Samboní.

Depois do crime, os familiares do suspeito o internaram em uma clínica para que ele se recuperasse de uma suposta intoxicação por álcool e drogas. Na terça-feira, as autoridades o levaram para o tribunal.

Dezenas de pessoas protestaram contra o crime com cartazes e apitos do lado de fora da clínica, de onde o acusado foi retirado pelas autoridades com um colete à prova de balas e custodiado por cerca de 20 agentes de segurança.

Uribe Noguera foi acusado dos crimes de feminicídio agravado, tortura, sequestro simples e agressão sexual, e se declarou inocente, segundo os meios que estiveram na sala de audiências.

O repúdio a esse caso atingiu todos os setores da sociedade colombiana, e o presidente Juan Manuel Santos pediu que "todo o peso da justiça caia sobre o responsável".

No Congresso, foram apresentadas nas últimas horas propostas para endurecer as punições para estupradores e assassinos de menores, que vão desde a prisão perpétua (que não existe na Colômbia) até a castração química.

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