Música e política para Santos em Oslo depois do Nobel da paz

Oslo, 11 dez 2016 (AFP) - O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, alterna neste domingo, em Oslo, um dia de política e música, um dia após ter recebido o prêmio Nobel da paz pelos acordos com as Farc, dos quais a Noruega é país avalista.

Santos inicia sua jornada política com uma visita ao Parlamento da Noruega, onde será recebido pelo presidente da Casa, Olemic Thommessen, e se reunirá com membros do Comitê Parlamentar das Relações Exteriores e da Defensa.

O presidente colombiano se encontra depois com o ministro das Relações Exteriores, Borge Brende, antes do prato principal do dia: um encontro de trabalho com a primeira-ministra norueguesa, Erna Solberg, seguido de um almoço e de uma coletiva de imprensa conjunta, a segunda que Santos concede em Oslo.

À margem da estreita relação da Noruega com o Nobel da Paz, Santos deu ênfase especial sobre o papel deste país no processo de paz colombiano.

"Permita-me aproveitar esta ocasião - disse no sábado, em seu discurso na Prefeitura de Oslo, após receber o prêmio - para agradecer muito especialmente ao povo norueguês por seu caráter pacífico e seu espírito solidário".

"Foi por estas virtudes que Alfred Nobel confiou-lhes a promoção da paz no mundo. Devo dizer que, no caso do meu país, cumpriram seu trabalho com grande efetividade", explicou Santos.

Além da Noruega, o presidente colombiano destacou também o papel de Cuba como outro país avalista e de "Chile e Venezuela, como observadores" dos trabalhos para por um fim a um conflito na Colômbia de mais de 50 anos, que deixou 260.000 mortos e mais de seis milhões de deslocados.

Concerto para o NobelUm concerto em homenagem ao prêmio Nobel da paz será celebrado na noite deste domingo no Telenor Arena, nos arredores da capital norueguesa. Entre outros artistas, está prevista a participação dos cantores colombiano Juanes e britânico Sting.

Juanes qualificou, neste domingo, em Oslo, de "sonho transformado em realidade" o processo de paz na Colômbia, lembrando que ele mesmo não sabia o que era viver em paz em seu próprio país.

"Eu nasci em 1972 e nunca soube o que é viver em um país em paz", disse Juanes em uma curta coletiva de imprensa.

A entrega do Nobel da paz sempre tem um grande impacto na bela e aprazível capital nórdica. Com o prêmio a Santos, houve o mesmo entusiasmo e prova disso foi a multitudinária "marcha das tochas", na noite de sábado, em frente ao grande hotel onde se hospeda o presidente, e que é organizada pelo Comitê Nobel.

Centenas de pessoas com tochas acesas nas mãos "pela paz" se reuniram debaixo do amplo balcão do hotel, aonde Santos saiu para saudar, ao lado de vários membros da delegação colombiana.

Santos tornou-se no sábado o segundo presidente latino-americano em exercício a ser contemplado com o Nobel da paz, depois do costa-riquenho Oscar Arias, em 1987, por ser o artífice dos processos de paz na América Central.

Na segunda-feira, o presidente colombiano viaja para a Suécia. Posteriormente, tem previsto visitar Itália, Espanha e Bélgica.

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